Esta lista de invocações de Nossa Senhora, relaciona os nomes pelos quais Maria, mãe de Jesus Cristo é reverenciada pela fé católica, trazendo ainda a justificação para sua adoção.
Histórico
Desde os primeiros séculos, os cristãos têm dedicado especial reverência à Virgem Maria, Mãe de Jesus Cristo.
As primeiras representações iconográficas da Virgem Maria são as encontradas nas catacumbas romanas representando a Virgem Orante, ou seja , sozinha, em pé e de braços abertos. Também há representações suas em cenas retiradas da Bíblia ou dos Evangelhos Apócrifos. Com as resoluções do Concílio de Éfeso, condenando o nestorianismo, houve um grande incentivo ao culto da Virgem Maria, destacando-se o seu papel de Mãe de Deus (Θεοτοκος). Desde então, as representações da Virgem com o Menino Jesus, foram se tornando cada vez mais comuns.
A devoção dos povos foi criando uma série de invocações, pelas quais estes mesmos povos devotavam sua devoção à Mãe de Deus. Estas invocações, conforme sua origem, podem ser de três naturezas:
• Litúrgica: compreende as invocações criadas pela Igreja e estão relacionadas ás comemorações litúrgicas.
• Histórica: compreende, de modo abrangente, as invocações surgidas ao longo da história do cristianismo, referindo-se, geralmente, aos lugares onde determinado culto da Virgem Maria foi iniciado.
• Popular: compreende as invocações surgidas da devoção popular, conforme as necessidades.
Diz a tradição que as primeiras imagens da Virgem Maria, sejam as pinturas das catacumbas, sejam os ícones e mosaicos bizantinos, foram baseados no ‘’’retrato da Virgem’’’, pintado por São Lucas. Quanto à representação iconográfica, ela se baseia nas fases da vida de Maria:
• Infância
• Imaculada Conceição
• Encarnação do Verbo de Deus
• Maternidade
• Paixão de seu Filho
• Glorificação
Veneração a Maria
Na Igreja há dois tipos de culto o de latria e o de dulia. O culto de latria (λατρεια) é o culto de adoração, prestado somente a Deus, como supremo Senhor de toda vida e de todo o universo, confessando que absolutamente tudo depende dele.
O culto de dulia (δουλεια) é o culto de veneração, prestado aos santos e, estando a Virgem Maria acima de todos na corte celeste, é-lhe prestado um culto especial de veneração, chamado hiperdulia (‘υπερδουλεια).
A Mariologia, instituída como uma das bases da fé Católica Romana, fez surgir ao longo dos tempos, diversas formas de devoção àquela que chamam de Nossa Senhora, com diversas denominações.
Invocada por suas denominações, a veneração a Maria é responsável pela multiplicidade de nuances em seu caráter, que é admirado em aspectos parciais.
Lista dos nomes de Maria
Nome
Origem
Devoção
Nossa Senhora da Abadia
imagem encontrada perto da Abadia de Bouro, na arquidiocese de Braga, Portugal
Em Portugal, nome de mulher: “Maria da Abadia”;
Nossa Senhora da Ajuda
relembra Maria junto à cruz, também implorando a Deus pelo gênero humano
Nome de mulher; “Maria da Ajuda”;
Nossa Senhora do Amor Divino
relembra o amor especial que Deus dedicou a Maria, escolhendo-a por sua Mãe;
Nossa Senhora do Amparo
relembra Jesus crucificado, entregando Maria como Mãe de todos os homens;
Nome de mulher: Maria do Amparo;
Nossa Senhora das Angústias
relembra as angústias de Maria ao presenciar a paixão e morte de Jesus;
toponímicos em Espanha, Portugal e Brasil;
Nossa Senhora dos Anjos
Relembra Maria, como rainha das cortes celestes e também faz alusão à cidade de Assis, Itália, local para onde havia sido levado um pedaço do túmulo da Virgem e se ouvia sempre o canto dos anjos;
Nome de mulher; “Maria dos Anjos”;
Nossa Senhora da Anunciação
Visita do arcanjo Gabriel a Maria
Nome de mulher, "Maria da Anunciação";
Nossa Senhora Aparecida, ou da Conceição Aparecida
Imagem encontrada no Vale do Paraíba (São Paulo)
Padroeira do Brasil. Nome de mulher: “Maria Aparecida”;
Nossa Senhora da Apresentação
Apresentação de Maria, no Templo de Jerusalém;
Toponímicos;
Nossa Senhora Aquiropita
Imagem que não foi pintada por mão humana, de devoção em Rossano, na Calábria
Nome comum de mulher, entre os italianos e seus descendentes; Paróquia do Bairro da Bela Vista, em São Paulo;
Nossa Senhora da Assunção
relembra a elevação de Maria, de corpo e alma, aos céus;
Nome de mulher; “Maria da Assunção”, “Assunta”;
Nossa Senhora Auxiliadora
relembra o auxílio de Maria ao Papa Pio VII, durante o domínio napoleônico;
Nome de mulher: “Maria Auxiliadora”;
Nossa Senhora do Belém
relembra a maternidade de Maria, na cidade de Belém;
Nome de mulher: “Maria de Belém”; canções natalinas
Nossa Senhora da Boa Hora
relembra a proteção de Maria na hora dos partos e na hora da morte;
Nossa Senhora da Boa Morte
Proteção aos agonizantes;
Nme de diversas confrarias;
Nossa Senhora da Boa Nova
Maria é que traz aos homens a Boa Nova (Evangelho) do nascimento de Jesus;
Nome de mulher: "Maria da Boa Nova";
Nossa Senhora da Boa Viagem
relembra Maria como protetora dos portugueses que partiam nas viagens de descobrimento do Novo Mundo;
Toponímicos;
Npssa Senhora do Bom Conselho
relembra Maria como grande conselheira dos Apóstolos, cultuada desde o século V, na cidade italiana de Genazzano;
Nossa Senhora do Bom Despacho
celebra o prestígio de Maria perante Deus, pelo despacho da encarnação do Verbo;
Toponímicos;
Nossa Senhora do Bom Parto / do Parto
Nascimento de Jesus, tendo Maria permanecido virgem antes, durante e depois do parto.
—
Nossa Senhora do Bom Socorro
relembra o socorro de Maria aos cristãos, celebrado, desde o século X, em Blosville, na Normandia;
Toponímicos;
Nossa Senhora do Bom Sucesso
relembra o auxílio da Mãe de Deus para os que almejam sucesso em seus tratamentos de saúde e nos seus empreendimentos materiais;
Toponímicos;
Nossa Senhora do Brasil
relembra as inúmeras graças concedidas, por seu intermédio, aos brasileiros;
Paróquia célebre de São Paulo;
Nossa Senhora das Brotas
relembra o fato de folhas brotarem numa altar de Nossa Senhora, no início do povoamento de Cuiabá, no estado de Mato Grosso, no século XVIII;
Toponímicos;
Nossa Senhora da Cabeça
imagem encontrada no Pico da Cabeça, Serra Morena, na Andaluzia, no século XIII ;
Nossa Senhora do Cabo da Boa Esperança
relembra a proteção de Maria, no século XV, quando protegeu os portugueses, na sua esperança de chegar às Índias, dobrando o Cabo das Tormentas;
Toponímico;
Nossa Senhora das Candeias
relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Toponímicos;
Nossa Senhora da Candelária
relembra a purificação de Maria no Templo, comemorada com uma procissão luminosa;
Nome de mulher: “Maria Candelária”; célebres paróquias do Rio de Janeiro e de Itu
Nossa Senhora de Caravaggio
Aparição da Virgem , no século XV, em Caravaggio, cidade italiana próxima a Milão.;
Cruz de Caravaggio;
Nossa Senhora do Carmo, do Monte Carmelo
relembra o convento construído em honra à Virgem, nos primeiros séculos do cristianismo, no Monte Carmelo, na Samaria;
Nossa Senhora da Carpição
originária de cerimonial de carpição ou capina de um terreno onde foi ereta uma capela dedicada à Virgem Maria, em São José dos Campos, São Paulo, no século XIX;
Toponímico;
Nossa Senhora de Ceuta ou do Bastão
relembra o auxílio da Virgem Ana conquista de Ceuta, por Dom João I; sua imagem traz um rico bordão na mão, donde vem o termo “do Bastão”;
Toponímico;
Nossa Senhora da Conceição / da Imaculada Conceição
Relembra que Santana concebeu Maria, pura sem pecado.
Prenome feminino: Maria da Conceição, Conceição
Nossa Senhora da Consolação
relembra a Virgem como “Consoladora dos aflitos”, devoção iniciada por Santa Mônica;
Paróquia de São Paulo;
Nossa Senhora de Copacabana
Imagem esculpida por um índio, Francisco Tito Iupanqui, no século XVI, na aldeia de Copacabana, às margens do Lago Titicaca;
Toponímicos;
Nossa Senhora da Correia
relembra a correia da cintura da Virge Maria, símbolo de pureza, com que as mulheres judias eram cingidas desde a infância;
Toponímicos;
Nossa Senhora dos Desamparados
relembra a proteção de Maria a uma confraria criada , no século XV, em Valência
domingo, 21 de novembro de 2010
sábado, 20 de novembro de 2010
NASCIMENTO DE JESUS
Jesus, o Filho de Deus, nasceu na cidade de Belém, na Palestina, conforme Deus havia prometido.
Quando Jesus nasceu, o rei Herodes governava a Judéia e o Imperador Romano era César Augusto. O imperador decretou um recenseamento de todo o povo, que deveria ser feito na cidade de seus antepassados. Ora, Maria e José moravam em Nazaré, mas eram descendentes do Rei Davi, e por isso, precisaram ir a Belém, na Judéia.
E, sem saber, o imperador estava contribuindo para que se realizasse a profecia que diz: "Mas tu, Belém-Efrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel." (Mq 5, 1)
Maria e José fizeram, então, uma grande e difícil viagem de Nazaré a Belém, pois já estavam se completando os dias em que Maria deveria dar à luz.
A cidade estava cheia e não havia lugar para eles. Conseguiram abrigo num local destinado aos animais e foi lá, numa manjedoura, que nasceu Jesus, o Filho de Deus.
Seus primeiros visitantes foram os pastores, avisados pelo Anjo do Senhor.
Quanto é grande o amor de Deus por nós! Enviou seu Filho ao mundo para nos salvar!
Jesus, o Salvador da Humanidade, é verdadeiro Deus porque é o Filho de Deus que se encarnou no seio da Virgem Maria por obra do Espírito Santo e verdadeiro Homem porque é filho de uma mulher. Sua vida humana é semelhante à nossa em tudo, menos no pecado.
Após o seu nascimento, o Menino Jesus foi levado por seus pais ao Templo, para cumprir o ritual judaico. Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão a quem Deus prometera que não morreria sem ver o Salvador. E este homem, ao ver Jesus, exclamou: "Meus olhos viram o Salvador, que preparastes, ó Deus, para todos os povos". (Lc 2, 30s)
Jesus viveu sua infância na cidade de Nazaré. Rezava e praticava a religião de seu povo e aprendia a profissão de carpinteiro com São José, seu pai adotivo.
Aos 12 anos, Jesus foi com seus pais pela primeira vez à capital, que era Jerusalém para comemoração da Páscoa dos Judeus. Quando chegou a hora de voltar, José pensou que o Menino estivesse com Maria no grupo das mulheres e esta achou que Ele tivesse preferido voltar com José no grupo dos homens, pois nestas caminhadas, homens e mulheres andavam separados. Ao anoitecer, parentes reuniam-se para jantar e dormir sob as tendas improvisadas.
Logo, José e Maria perceberam que Jesus havia ficado em Jerusalém e voltaram para procurá-lo. Encontraram-no no Templo, sentado no meio dos sábios que se admiravam de suas perguntas.
Quando seus pais o viram, também ficaram admirados e diante da pergunta de sua Mãe: "Meu filho, por que fizeste isto conosco? Eis que teu pai e eu aflitos te procurávamos". Então, Jesus revela sua ligação com Deus Pai, dizendo: "Não sabíeis que devo ocupar-me com as coisas de meu Pai?" (Lc 2, 49)
Depois disso, Jesus voltou com seus pais para Nazaré, sendo sempre um filho muito obediente e crescendo em "idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens" (Lc 2, 51-52). Durante 30 anos Jesus teve uma vida comum, trabalhando com São José e participando da vida de seu povo. É o que se costuma chamar "Vida oculta de Jesus", pois a maior parte deste período não foi descrita pelos Evangelistas.
Atividades
1) Responda, completando a cruzadinha:
a) Quem é o Salvador da humanidade?
b) Onde Ele nasceu?
c) Como se chama sua mãe?
d) Quem era o homem a quem Deus prometera que não morreria sem ver o Salvador?
e) Como se chamava o esposo de Maria?
f) Em que cidade ficava o Templo?
g) Que título deram a Jesus, querendo dizer que Ele era "o escolhido" de Deus?
h) Em que cidade morava a família de Jesus?
i) Quem visitou o Menino Jesus quando Ele nasceu?
j) De família de que Rei o Salvador era descendente?
2) Observe as palavras que estão nas estrelinhas e complete a história do nascimento de Jesus (pode consultar sua Bíblia, no segundo capítulo do Evangelho de São Lucas):
a) O ___________ ordenou que todos deveriam alistar-se na cidade de suas famílias de origem.
b) Maria e José viajaram da cidade de Nazaré, onde moravam, para __________, a cidade da família de José.
c) Depois que Jesus nasceu, Maria O envolveu em panos e colocou-O numa _______________.
d) O Anjo do Senhor disse para os _______________: "Nasceu-vos hoje um _____________"
e) Os anjos cantaram: "____________ a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade".
f) O nascimento de Jesus é comemorado no dia 25 de dezembro, na festa chamada ___________.
3) Monte o presépio:
Quando Jesus nasceu, o rei Herodes governava a Judéia e o Imperador Romano era César Augusto. O imperador decretou um recenseamento de todo o povo, que deveria ser feito na cidade de seus antepassados. Ora, Maria e José moravam em Nazaré, mas eram descendentes do Rei Davi, e por isso, precisaram ir a Belém, na Judéia.
E, sem saber, o imperador estava contribuindo para que se realizasse a profecia que diz: "Mas tu, Belém-Efrata, tão pequena entre os clãs de Judá, é de ti que sairá para mim aquele que é chamado a governar Israel." (Mq 5, 1)
Maria e José fizeram, então, uma grande e difícil viagem de Nazaré a Belém, pois já estavam se completando os dias em que Maria deveria dar à luz.
A cidade estava cheia e não havia lugar para eles. Conseguiram abrigo num local destinado aos animais e foi lá, numa manjedoura, que nasceu Jesus, o Filho de Deus.
Seus primeiros visitantes foram os pastores, avisados pelo Anjo do Senhor.
Quanto é grande o amor de Deus por nós! Enviou seu Filho ao mundo para nos salvar!
Jesus, o Salvador da Humanidade, é verdadeiro Deus porque é o Filho de Deus que se encarnou no seio da Virgem Maria por obra do Espírito Santo e verdadeiro Homem porque é filho de uma mulher. Sua vida humana é semelhante à nossa em tudo, menos no pecado.
Após o seu nascimento, o Menino Jesus foi levado por seus pais ao Templo, para cumprir o ritual judaico. Havia em Jerusalém um homem chamado Simeão a quem Deus prometera que não morreria sem ver o Salvador. E este homem, ao ver Jesus, exclamou: "Meus olhos viram o Salvador, que preparastes, ó Deus, para todos os povos". (Lc 2, 30s)
Jesus viveu sua infância na cidade de Nazaré. Rezava e praticava a religião de seu povo e aprendia a profissão de carpinteiro com São José, seu pai adotivo.
Aos 12 anos, Jesus foi com seus pais pela primeira vez à capital, que era Jerusalém para comemoração da Páscoa dos Judeus. Quando chegou a hora de voltar, José pensou que o Menino estivesse com Maria no grupo das mulheres e esta achou que Ele tivesse preferido voltar com José no grupo dos homens, pois nestas caminhadas, homens e mulheres andavam separados. Ao anoitecer, parentes reuniam-se para jantar e dormir sob as tendas improvisadas.
Logo, José e Maria perceberam que Jesus havia ficado em Jerusalém e voltaram para procurá-lo. Encontraram-no no Templo, sentado no meio dos sábios que se admiravam de suas perguntas.
Quando seus pais o viram, também ficaram admirados e diante da pergunta de sua Mãe: "Meu filho, por que fizeste isto conosco? Eis que teu pai e eu aflitos te procurávamos". Então, Jesus revela sua ligação com Deus Pai, dizendo: "Não sabíeis que devo ocupar-me com as coisas de meu Pai?" (Lc 2, 49)
Depois disso, Jesus voltou com seus pais para Nazaré, sendo sempre um filho muito obediente e crescendo em "idade, sabedoria e graça diante de Deus e dos homens" (Lc 2, 51-52). Durante 30 anos Jesus teve uma vida comum, trabalhando com São José e participando da vida de seu povo. É o que se costuma chamar "Vida oculta de Jesus", pois a maior parte deste período não foi descrita pelos Evangelistas.
Atividades
1) Responda, completando a cruzadinha:
a) Quem é o Salvador da humanidade?
b) Onde Ele nasceu?
c) Como se chama sua mãe?
d) Quem era o homem a quem Deus prometera que não morreria sem ver o Salvador?
e) Como se chamava o esposo de Maria?
f) Em que cidade ficava o Templo?
g) Que título deram a Jesus, querendo dizer que Ele era "o escolhido" de Deus?
h) Em que cidade morava a família de Jesus?
i) Quem visitou o Menino Jesus quando Ele nasceu?
j) De família de que Rei o Salvador era descendente?
2) Observe as palavras que estão nas estrelinhas e complete a história do nascimento de Jesus (pode consultar sua Bíblia, no segundo capítulo do Evangelho de São Lucas):
a) O ___________ ordenou que todos deveriam alistar-se na cidade de suas famílias de origem.
b) Maria e José viajaram da cidade de Nazaré, onde moravam, para __________, a cidade da família de José.
c) Depois que Jesus nasceu, Maria O envolveu em panos e colocou-O numa _______________.
d) O Anjo do Senhor disse para os _______________: "Nasceu-vos hoje um _____________"
e) Os anjos cantaram: "____________ a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade".
f) O nascimento de Jesus é comemorado no dia 25 de dezembro, na festa chamada ___________.
3) Monte o presépio:
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
ATIVIDADES
1) Alguns homens foram escolhidos por Deus para formar o seu povo. Correlacione os seus nomes com os fatos que marcaram suas vidas:
(a) Abraão (b) Isaac (c) Jacó (d) José
( )Vendido como escravo, interpretou um sonho do Faraó e foi nomeado vice-rei do Egito.
( ) Deus pede seu filho querido em sacrifício
( ) Teve 12 filhos. Deus o abençoou e lhe deu um novo nome: Israel.
( ) Deus lhe confirmou a promessa feita a seu pai e teve 2 filhos gêmeos.
2) Desenhe uma árvore genealógica com o nome dos patriarcas e de seus descendentes. Pesquise em Gênesis 35, 22b-29.
3) Procure na Bíblia a história do perdão de José, filho de Jacó e como foi grande sua capacidade de descobrir a vontade de Deus nos acontecimentos difíceis e mesmo assim, perdoar seus irmãos. Leia em Gênesis 45, 37-50
4) Pinte o sonho estranho do Faraó:

5) Para refletir em grupo: como você pode colaborar no plano de Deus?
Observação:
Este encontro está bem resumido, tendo em vista o tempo que a catequese dispõe para este assunto que, se dado detalhadamente, com certeza precisaria de 3 ou 4 encontros só falando disso.
Segue abaixo um modelo de genealogia dos patriarcas para ajudar na atividade nº 2:
(a) Abraão (b) Isaac (c) Jacó (d) José
( )Vendido como escravo, interpretou um sonho do Faraó e foi nomeado vice-rei do Egito.
( ) Deus pede seu filho querido em sacrifício
( ) Teve 12 filhos. Deus o abençoou e lhe deu um novo nome: Israel.
( ) Deus lhe confirmou a promessa feita a seu pai e teve 2 filhos gêmeos.
2) Desenhe uma árvore genealógica com o nome dos patriarcas e de seus descendentes. Pesquise em Gênesis 35, 22b-29.
3) Procure na Bíblia a história do perdão de José, filho de Jacó e como foi grande sua capacidade de descobrir a vontade de Deus nos acontecimentos difíceis e mesmo assim, perdoar seus irmãos. Leia em Gênesis 45, 37-50
4) Pinte o sonho estranho do Faraó:

5) Para refletir em grupo: como você pode colaborar no plano de Deus?
Observação:
Este encontro está bem resumido, tendo em vista o tempo que a catequese dispõe para este assunto que, se dado detalhadamente, com certeza precisaria de 3 ou 4 encontros só falando disso.
Segue abaixo um modelo de genealogia dos patriarcas para ajudar na atividade nº 2:
DEUS CHAMA MOISÉIS PENSE BEM..
O PLANO DE AMOR DE DEUS, NO ANTIGO TESTAMENTO
Hoje vamos conhecer como se deu a história da formação do povo de Deus, o povo de Israel.
Após o pecado original, os homens viviam na esperança de que Deus cumprisse a Sua promessa de enviar um Salvador. Deus, então, decidiu preparar um povo, do qual deveria nascer o Messias, isto é, o Salvador.
Primeiro Deus escolheu um homem, de muita fé, chamado Abrão e lhe disse: "Abrão, sai da tua pátria, com tua família, e vai para a terra que Eu te mostrar. Farei de seus descendentes um povo muito grande" (Gn 12, 1-3)
Ora, Abrão e Sara, sua mulher, já eram velhos e Sara era estéril. Como seria possível ter descendentes?
Mas Abrão, que era homem de fé, confiou na Palavra de Deus e obediente ao seu chamado, partiu com sua família e todos os seus bens, para a Terra Prometida.
Deus, então, fez com Abrão uma aliança. Mudou seu nome de Abrão para Abraão que significa: pai de uma multidão e anuncia que ele e sua mulher teriam um filho. E um ano depois nasceu Isaac. Começou, então, a se formar o povo que Deus prometera a Abraão.
Alguns anos depois, Deus pediu a Abraão que oferecesse seu filho único e querido, em sacrifício. Abraão não entendeu e sofreu muito, mas acreditou em Deus e obedeceu. Quando estava pronto para oferecer seu filho, um anjo segurou sua mão e disse: "Abraão, não faças mal ao menino! Agora sei que temes a Deus: tu não me recusaste teu filho, teu único" (Gn 22, 12)
Deus o abençoou, por tão grande prova de fé, e fez com ele uma aliança, anunciando que da sua descendência nasceria o Salvador. (Gn 22, 1-18)
Isaac, filho de Abraão, teve dois filhos gêmeos: Esaú e Jacó. Deus lhe confirmou a promessa que havia feito a Abraão: "Eu sou o Deus de Abraão, teu pai. Nada temas, estou contigo. Eu te abençoarei e multiplicarei tua descendência por causa de Abraão, meu servo" (Gn 26, 24)
Jacó, neto de Abraão, viu o Senhor em sonho, que lhe disse: "Todas as nações serão abençoadas naquele que há de nascer de ti" (Gn 28)
Jacó teve 12 filhos. Deus também o abençoou e deu-lhe um novo nome: Israel. Por isso, sua descendência passou a se chamar Povo de Israel, nome com o qual são conhecidos até o dia de hoje. E a esse povo foram sempre renovadas as promessas da salvação.
José, o 11º filho de Israel, era bom e reto, era o filho predileto de seu pai, o que causava inveja a seus irmãos. Além disso, José costumava ter sonhos, nos quais os irmãos apareciam sempre se curvando diante dele, como se ele fosse o mais importante. Isso aumentava a inveja dos irmãos, que resolveram matá-lo. Um dos irmãos, porém, resolveu vendê-lo como escravo a uns mercadores que iam para o Egito. Lá, José foi preso injustamente, mas mesmo na prisão confiava nos caminhos de Deus.
Um dia, o Faraó teve um sonho que só José conseguiu interpretar, com a sabedoria que Deus lhe deu: "Sete vacas magras comiam sete vacas gordas e sete espigas secas destruíam sete espigas cheias".
José disse ao Faraó que aquele sonho era um aviso do que iria acontecer: depois de sete anos de fartura na colheita, haveria sete anos de seca.
O Faraó, então, nomeou-o vice-rei do Egito, e José organizou a colheita, para que fossem estocados os grãos nos primeiros sete anos de fartura.
Quando veio a seca, seus próprios irmãos foram ao Egito conseguir comida e José os recebeu, perdoou-os e mandou buscar seu velho pai Jacó.
Toda família de Jacó, então já muito grande, se mudou para o Egito. Aí eles se estabeleceram durante muito tempo. Então cresceram e se tornaram um povo muito numeroso.
Antes de morrer, Jacó abençoou todos os seus 12 filhos e anunciou que dos descendentes do seu 4º filho, Judá, deveria nascer aquele que era esperado por todas as nações, o Salvador Jesus.
Assim como Deus chamou Abraão, Isaac e jacó, Deus chama cada uma de nós para uma missão, grande ou pequenininha.
Muitas vezes não a entendemos, não gostamos ou até achamos impossível cumpri-la.
Coragem! Tenha fé, confie no amor e na vontade de Deus para você!
Deus não se engana e nem nos engana...
Deste modo, você também poderá colaborar com o Seu plano de amor!
COLORIR
3) Para refletir: desembaralhe as letras e descubra a virtude que homens como Abraão e Moisés possuíam e era fundamental pra que realizassem bem o Plano de Deus:
I I B N O D A C Ê E
Agora que você descobriu, responda com sinceridade:
a) Sou um filho obediente?
b) Obedeço sem reclamar aquilo que meus pais ou professores pedem para que eu faça?
c) Faço de qualquer jeito o que me foi pedido ou me esforço para fazer o melhor possível?
I I B N O D A C Ê E
Agora que você descobriu, responda com sinceridade:
a) Sou um filho obediente?
b) Obedeço sem reclamar aquilo que meus pais ou professores pedem para que eu faça?
c) Faço de qualquer jeito o que me foi pedido ou me esforço para fazer o melhor possível?
MOISÉS E A TABOA DA LEI OS DEZ MANDAMENTOS
Depois da morte de José, e durante 400 anos, o povo de Israel viveu no Egito. Eram chamados de Hebreus, e cresceram muito.
Com medo de que eles dominassem o Egito, um Faraó que não conhecera José, mandou escravizar os hebreus, e o povo passou a viver em muito sofrimento. Porém, sempre lembrando da promessa que Deus fizera a Abraão, o povo rezava e esperava.
Deus ouviu a oração do seu povo, e chamou um israelita, de nome Moisés (*), para libertar seu povo da escravidão do Egito.
Andando no deserto, Moisés viu um espinheiro que ardia no fogo, mas não se consumia. Foi diante desta sarça ardente que Deus falou a Moisés: "Moisés, Moisés! Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa. Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores. Vá, Eu te envio ao Faraó, para tirar do Egito os Israelitas, meu povo."(Ex 3)
Moisés achou que não era capaz de tão grande missão. Mas Deus lhe garantiu que Ele mesmo estaria ao seu lado. E revelou Seu nome: Javé.
Moisés, obediente, partiu para cumprir a missão que Deus lhe havia dado, mas o Faraó se recusou a deixar o povo partir.
Deus então feriu o Egito com dez pragas, esperando sempre que o Faraó cedesse, o que não aconteceu. Por fim, Deus mandou seu anjo matar todos os primogênitos do Egito e nessa mesma noite, os hebreus saíram do Egito.
Antes, porém, Deus pediu que eles fizessem uma ceia, matando um cordeiro por família, para alimentar-se e que usassem o sangue para marcar suas portas, pois o anjo do Senhor passaria pelo Egito para manifestar o poder de Deus e salvar os hebreus oprimidos.
Foi a Páscoa dos judeus, que eles comemoram até hoje, lembrando a passagem da escravidão no Egito para a liberdade, rumo à Terra Prometida.
O povo então pôs-se a caminho, atravessou o Mar Vermelho, e caminhou pelo deserto. No entanto, em muitos momentos, o povo fraquejou na fé, se revoltou contra Deus, e foi infiel, adorando outros deuses. Isso fez com que a travessia do deserto fosse difícil e demorada, mas Deus ia educando e cuidando de seu povo. Enviou do céu um alimento saboroso que caía durante a noite e alimentava a todos durante o dia: o maná.
Cinquenta dias após a primeira Páscoa, Deus se manifestou a Moisés e ao povo no Monte Sinai.
Deu-lhes os 10 mandamentos que constituem a Sua Lei: a Lei do amor a Deus e ao próximo.
Os 10 Mandamentos expressam a vontade de Deus para o homem, isto é, elas mostram como Deus quer que os homens vivam, para serem santos e felizes.
E o Senhor escreveu nas tábuas a Sua Lei, o texto da Aliança, que apresentamos de forma resumida:
1) Amarás a Deus sobre todas as coisas
2) Não dirás seu Santo Nome em vão
3) Santificarás o Dia do Senhor
4) Honrarás pai e mãe
5) Não matarás
6) Não pecarás contra a castidade
7) Não furtarás
8) Não levantarás falso testemunho
9) Não desejarás a mulher do próximo
10) Não cobiçarás as coisas alheias
No dia seguinte, Moisés celebrou a aliança de Deus com o seu povo, e as tábuas foram guardadas numa arca feita de madeira e recoberta de ouro, a Arca da Aliança. E após 40 anos no deserto, o povo chegou a Canaã, a Terra Prometida.
Pense bem:
Deus quer que todos nós, também eu e você, tenhamos confiança no Seu Amor por nós.
Deus chama cada um para uma missão.
Só obedece quem confia e tem certeza de que Deus é nosso Pai, e só quer o nosso bem.
Vamos celebrar:
Catequista: Rezemos juntos o cântico de libertação que o povo de Israel entoou quando viu a libertação que Deus realizava em seu favor (Ex 15)
1. Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico: “Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros.
2. O Senhor é a minha força e o objeto do meu cântico; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus – eu o celebrarei; o Deus de meu pai – eu o exaltarei.
3. O Senhor é o herói dos combates, seu nome é Javé.
6. A vossa (mão) direita, ó Senhor, manifestou sua força. Vossa direita aniquilou o inimigo.
11. Quem entre os deuses é semelhante a vós, Senhor? Quem é semelhante a vós, glorioso por vossa santidade, temível por vossos feitos dignos de louvor, e que operais prodígios?
13. Conduzistes com bondade esse povo, que libertastes; e com vosso poder o guiastes à vossa morada santa.
Vamos cantar?
O mar se abriu, e o povo passou.(2x)
E os israelitas louvavam o senhor.(2x)
Para homens de fé! Abrem-se os caminhos.(2x)
O mar se abriu, e o povo passou.(2x)
Para homens sem fé! Fecham-se os caminhos.(2x)
O mar fechou! E o Egito se afogou!(2x)
Atividades:
1) Hoje conhecemos um pouco mais sobre a história da salvação. Observe as palavras abaixo e faça algum comentário referente ao tema do nosso encontro de hoje:
- ESCRAVIDÃO - CORDEIRO - PÁSCOA - LIBERTAÇÃO -
- DESERTO - MANDAMENTOS - ALIANÇA -
2) Deus nos dá pistas para sermos felizes e vivermos de acordo com sua vontade. Para isso servem os Mandamentos. Escreva, abaixo, ao lado do número correspondente, o significado que cada um deles tem para os nossos dias.
1º - _______________________________________________
2º - _______________________________________________
3º - _______________________________________________
4º - _______________________________________________
5º - _______________________________________________
6º - _______________________________________________
7º - _______________________________________________
8º - _______________________________________________
9º - _______________________________________________
10º- _______________________________________________
3) Para refletir: desembaralhe as letras e descubra a virtude que homens como Abraão e Moisés possuíam e era fundamental pra que realizassem bem o Plano de Deus:
Com medo de que eles dominassem o Egito, um Faraó que não conhecera José, mandou escravizar os hebreus, e o povo passou a viver em muito sofrimento. Porém, sempre lembrando da promessa que Deus fizera a Abraão, o povo rezava e esperava.
Deus ouviu a oração do seu povo, e chamou um israelita, de nome Moisés (*), para libertar seu povo da escravidão do Egito.
Andando no deserto, Moisés viu um espinheiro que ardia no fogo, mas não se consumia. Foi diante desta sarça ardente que Deus falou a Moisés: "Moisés, Moisés! Não te aproximes daqui. Tira as sandálias dos teus pés, porque o lugar em que te encontras é uma terra santa. Eu sou o Deus de Abraão, de Isaac e de Jacó. Eu vi a aflição do meu povo que está no Egito, e ouvi os seus clamores. Vá, Eu te envio ao Faraó, para tirar do Egito os Israelitas, meu povo."(Ex 3)
Moisés achou que não era capaz de tão grande missão. Mas Deus lhe garantiu que Ele mesmo estaria ao seu lado. E revelou Seu nome: Javé.
Moisés, obediente, partiu para cumprir a missão que Deus lhe havia dado, mas o Faraó se recusou a deixar o povo partir.
Deus então feriu o Egito com dez pragas, esperando sempre que o Faraó cedesse, o que não aconteceu. Por fim, Deus mandou seu anjo matar todos os primogênitos do Egito e nessa mesma noite, os hebreus saíram do Egito.
Antes, porém, Deus pediu que eles fizessem uma ceia, matando um cordeiro por família, para alimentar-se e que usassem o sangue para marcar suas portas, pois o anjo do Senhor passaria pelo Egito para manifestar o poder de Deus e salvar os hebreus oprimidos.
Foi a Páscoa dos judeus, que eles comemoram até hoje, lembrando a passagem da escravidão no Egito para a liberdade, rumo à Terra Prometida.
O povo então pôs-se a caminho, atravessou o Mar Vermelho, e caminhou pelo deserto. No entanto, em muitos momentos, o povo fraquejou na fé, se revoltou contra Deus, e foi infiel, adorando outros deuses. Isso fez com que a travessia do deserto fosse difícil e demorada, mas Deus ia educando e cuidando de seu povo. Enviou do céu um alimento saboroso que caía durante a noite e alimentava a todos durante o dia: o maná.
Cinquenta dias após a primeira Páscoa, Deus se manifestou a Moisés e ao povo no Monte Sinai.
Deu-lhes os 10 mandamentos que constituem a Sua Lei: a Lei do amor a Deus e ao próximo.
Os 10 Mandamentos expressam a vontade de Deus para o homem, isto é, elas mostram como Deus quer que os homens vivam, para serem santos e felizes.
E o Senhor escreveu nas tábuas a Sua Lei, o texto da Aliança, que apresentamos de forma resumida:
1) Amarás a Deus sobre todas as coisas
2) Não dirás seu Santo Nome em vão
3) Santificarás o Dia do Senhor
4) Honrarás pai e mãe
5) Não matarás
6) Não pecarás contra a castidade
7) Não furtarás
8) Não levantarás falso testemunho
9) Não desejarás a mulher do próximo
10) Não cobiçarás as coisas alheias
No dia seguinte, Moisés celebrou a aliança de Deus com o seu povo, e as tábuas foram guardadas numa arca feita de madeira e recoberta de ouro, a Arca da Aliança. E após 40 anos no deserto, o povo chegou a Canaã, a Terra Prometida.
Pense bem:
Deus quer que todos nós, também eu e você, tenhamos confiança no Seu Amor por nós.
Deus chama cada um para uma missão.
Só obedece quem confia e tem certeza de que Deus é nosso Pai, e só quer o nosso bem.
Vamos celebrar:
Catequista: Rezemos juntos o cântico de libertação que o povo de Israel entoou quando viu a libertação que Deus realizava em seu favor (Ex 15)
1. Então Moisés e os israelitas entoaram em honra do Senhor o seguinte cântico: “Cantarei ao Senhor, porque ele manifestou sua glória. Precipitou no mar cavalos e cavaleiros.
2. O Senhor é a minha força e o objeto do meu cântico; foi ele quem me salvou. Ele é o meu Deus – eu o celebrarei; o Deus de meu pai – eu o exaltarei.
3. O Senhor é o herói dos combates, seu nome é Javé.
6. A vossa (mão) direita, ó Senhor, manifestou sua força. Vossa direita aniquilou o inimigo.
11. Quem entre os deuses é semelhante a vós, Senhor? Quem é semelhante a vós, glorioso por vossa santidade, temível por vossos feitos dignos de louvor, e que operais prodígios?
13. Conduzistes com bondade esse povo, que libertastes; e com vosso poder o guiastes à vossa morada santa.
Vamos cantar?
O mar se abriu, e o povo passou.(2x)
E os israelitas louvavam o senhor.(2x)
Para homens de fé! Abrem-se os caminhos.(2x)
O mar se abriu, e o povo passou.(2x)
Para homens sem fé! Fecham-se os caminhos.(2x)
O mar fechou! E o Egito se afogou!(2x)
Atividades:
1) Hoje conhecemos um pouco mais sobre a história da salvação. Observe as palavras abaixo e faça algum comentário referente ao tema do nosso encontro de hoje:
- ESCRAVIDÃO - CORDEIRO - PÁSCOA - LIBERTAÇÃO -
- DESERTO - MANDAMENTOS - ALIANÇA -
2) Deus nos dá pistas para sermos felizes e vivermos de acordo com sua vontade. Para isso servem os Mandamentos. Escreva, abaixo, ao lado do número correspondente, o significado que cada um deles tem para os nossos dias.
1º - _______________________________________________
2º - _______________________________________________
3º - _______________________________________________
4º - _______________________________________________
5º - _______________________________________________
6º - _______________________________________________
7º - _______________________________________________
8º - _______________________________________________
9º - _______________________________________________
10º- _______________________________________________
3) Para refletir: desembaralhe as letras e descubra a virtude que homens como Abraão e Moisés possuíam e era fundamental pra que realizassem bem o Plano de Deus:
ATIVIDADES
2) Leia novamente o texto e escreva sobre a importância destes personagens bíblicos para a história da Salvação:
Juízes: ____________________________________________
Davi: _____________________________________________
Salomão: __________________________________________
Profetas: __________________________________________
Juízes: ____________________________________________
Davi: _____________________________________________
Salomão: __________________________________________
Profetas: __________________________________________
Juizes,, reis e profetas do Antigo Testamento
Depois que o povo israelita voltou para a terra prometida, foi governado, durante muito tempo por Juízes, sempre escolhidos por Deus.
Vendo, porém, que todos os outros povos eram governados por um rei, manifestaram esse desejo ao Juiz Samuel, que os governava.
Samuel então pediu a Deus, em oração, e o Senhor lhe ordenou que ungisse Saul, como primeiro rei, mas Saul foi infiel.
Deus então ordenou a Samuel que ungisse Davi, como rei de Israel. E Davi reinou durante 40 anos. Apesar de seus erros e fraquezas, o rei Davi procurou ser fiel a Deus e era muito piedoso. Escreveu belíssimas orações em forma de poesias, chamadas Salmos, nas quais louva a Deus e anuncia a vinda do Messias, que Deus prometera nascer de sua descendência.
Seu filho Salomão o sucedeu, mas antes pediu a Deus sabedoria para governar o povo, e foi atendido. No seu reinado foi construído o belíssimo Templo de Jerusalém.
Mas depois, Salomão e outros reis não foram fiéis a Deus e à Sua Aliança. A decadência moral e espiritual manifestava-se cada vez mais. O povo foi deixando de lado os mandamentos de Deus, uniu-se a povos estrangeiros, cometeu pecados. Então houve desunião, lutas e o reino se dividiu em reino do norte (Reino de Judá) e reino do sul (Reino de Israel).
Os reis de Israel foram infiéis e adoraram deuses falsos, por isso foram castigados. Foram invadidos; parte do povo foi deportada para a Assíria e outra dispersada pelo mundo e suas terras povoadas por outros povos.
Alguns reis de Judá foram fiéis, outros não e em 587 a.C. Nabucodonosor, um rei Assírio, invadiu Jerusalém, destruiu seu Templo e levou o povo em cativeiro para a Babilônia.
50 anos depois, os israelitas puderam voltar para a terra prometida e foram morar numa parte da Palestina chamada Judéia, onde reconstruiram o templo.
Deus então, no seu constante amor pelo povo escolhido, mandou-lhes profetas para lhes mostrar os erros e suas consequências e a necessidade de que o povo se arrependesse e cumprisse os mandamentos da Lei de Deus. Profeta significa: "aquele que fala em nome de Deus", "fala com entusiasmo", "fala com força".
Os profetas ajudaram o povo de Deus a esperar com alegria e confiança a vinda do Salvador Jesus, o Filho de Deus. É pelo Novo Testamento que sabemos como a promessa de Deus se realizou plenamente. "Os profetas anunciam uma redenção radical do Povo de Deus, a purificação de todas as infidelidades, uma salvação que incluirá todas as nações. Serão, sobretudo, os pobres e os humildes do Senhor, os portadores desta esperança. As mulheres santas como Sara, Rebeca, Raquel, Miriam, Débora, Ana Judite e Ester mantiveram viva a esperança da Salvação de Israel. (CIC 64)
Houve ainda o último profeta que viveu na mesma época de Jesus. Foi João Batista, primo de Jesus, filho de Isabel. A todos anunciava que o Messias já estava no mundo e que todos precisavam fazer penitência e mudar de vida para poder encontrá-lo e reconhecê-lo!
Pense bem:
No encontro de hoje, vimos que Deus escolheu alguns amigos a fim de preparar o seu povo para a vinda do Salvador.
Hoje, nós também somos chamados para falar do Amor de Deus a todos, ajudar as pessoas que vivem ao nosso lado, consolar os tristes, ajudar os necessitados, acolher os excluídos.
Você também quer ser amigo de Deus?
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
RECORDANDO ANTIGO TESTAMENTO
CATEQUESE São Lucas Previdência :
O que você Entende dos 10 Mandamentos? Êxodo 20,1-21
R___________________________________________________________________________
Qual o mandamento mais difícil de praticar?
R______________________________________________________________________________
Você conhece pessoas que hoje podem ser considerada juízes?
R___________________________________________________________________________
O Tempo dos Reis, Quais são os lideres que você conhece hoje e responda vamos ler o SL 139 (138) 1 Samuel 8,1-22
R_____________________________________________________________________________________
Ref os Profetas: quais os nomes dos quatro profetas maiores.
R____________________________________________________________________________________
Quem são os profetas de hoje?
R_________________________________________________________________________________________
Quem foi o profeta Elias? Isaias 50,05-7.10 61,1-3
R______________________________________________________________________________________________________
O profeta Oséias Oséias 11, 1-11
R________________________________________________________________________________________________________
Profeta Amós 5,14-15
R_________________________________________________________________________________________________________
Ester O que você Achou da atitude de Ester, sua coragem ETC..
R____________________________________________________________________________________________________
João Batista conte a sua história Lc 57-66
R___________________________________________________________________________________________________
Maria Lc 1, 46-55 Magnifica
R_____________________________________________________________________________________________________
JESUS É O CAMINHO A VERDADE E A VIDA ETERNA NINGUÉM VAI AO PAI SE NÃO PASSAR POR JESUS... NOVO TESTAMENTO NOVA ALINÇA VIDA NOVA EM CRISTO
O que você Entende dos 10 Mandamentos? Êxodo 20,1-21
R___________________________________________________________________________
Qual o mandamento mais difícil de praticar?
R______________________________________________________________________________
Você conhece pessoas que hoje podem ser considerada juízes?
R___________________________________________________________________________
O Tempo dos Reis, Quais são os lideres que você conhece hoje e responda vamos ler o SL 139 (138) 1 Samuel 8,1-22
R_____________________________________________________________________________________
Ref os Profetas: quais os nomes dos quatro profetas maiores.
R____________________________________________________________________________________
Quem são os profetas de hoje?
R_________________________________________________________________________________________
Quem foi o profeta Elias? Isaias 50,05-7.10 61,1-3
R______________________________________________________________________________________________________
O profeta Oséias Oséias 11, 1-11
R________________________________________________________________________________________________________
Profeta Amós 5,14-15
R_________________________________________________________________________________________________________
Ester O que você Achou da atitude de Ester, sua coragem ETC..
R____________________________________________________________________________________________________
João Batista conte a sua história Lc 57-66
R___________________________________________________________________________________________________
Maria Lc 1, 46-55 Magnifica
R_____________________________________________________________________________________________________
JESUS É O CAMINHO A VERDADE E A VIDA ETERNA NINGUÉM VAI AO PAI SE NÃO PASSAR POR JESUS... NOVO TESTAMENTO NOVA ALINÇA VIDA NOVA EM CRISTO
sábado, 9 de outubro de 2010
CATEQUESE SÃO LUCAS 2010 NOSSA SENHORA APARECIDA
CATEQUESE SÃO LUCAS 2010 NOSSA SENHORA APARECIDA
Em 1717, na cidade de Guaratinguetá, Estado de São Paulo, Brasil, após várias horas pescando sem resultados, três pescadores retiraram do rio Paraíba o corpo de uma imagem sem cabeça.
Em seguida, lançada a rede novamente, encontraram a cabeça da imagem. Surpresos, lançaram a rede pela terceira vez e a pescaria foi tanta que puderam encher suas canoas.
Esses três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.
A imagem foi levada, a princípio, ao oratório de sua humilde casa, e diante dela realizavam suas orações. E desde aquele tempo Nossa Senhora começou a fazer milagres ali devido à crescente devoção do povo.
Em 1745 foi construída uma capela no morro dos coqueiros, que margeia o Paraíba e uma missa foi celebrada. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.
Em 1888 a antiga capela foi substituída por outra maior. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida, e em 1908, o santuário foi elevado à dignidade de Basílica pelo Papa. Em 1930, o Papa Pio XI, proclamou Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Em 1967, no aniversário de 250 anos de devoção, o Papa Paulo VI ofereceu a Rosa de Ouro ao Santuário Nacional inteiramente dedicado à Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil
Em 1717, na cidade de Guaratinguetá, Estado de São Paulo, Brasil, após várias horas pescando sem resultados, três pescadores retiraram do rio Paraíba o corpo de uma imagem sem cabeça.
Em seguida, lançada a rede novamente, encontraram a cabeça da imagem. Surpresos, lançaram a rede pela terceira vez e a pescaria foi tanta que puderam encher suas canoas.
Esses três pescadores, Domingos Garcia, João Alves e Felipe Pedroso, limparam a imagem apanhada no rio e notaram que se tratava da imagem de Nossa Senhora da Conceição, de cor escura.
A imagem foi levada, a princípio, ao oratório de sua humilde casa, e diante dela realizavam suas orações. E desde aquele tempo Nossa Senhora começou a fazer milagres ali devido à crescente devoção do povo.
Em 1745 foi construída uma capela no morro dos coqueiros, que margeia o Paraíba e uma missa foi celebrada. A imagem passou a ser chamada de Aparecida e deu origem à cidade de mesmo nome.
Em 1888 a antiga capela foi substituída por outra maior. Em 8 de setembro de 1904 foi realizada a solene coroação da imagem de Nossa Senhora Aparecida, e em 1908, o santuário foi elevado à dignidade de Basílica pelo Papa. Em 1930, o Papa Pio XI, proclamou Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil. Em 1967, no aniversário de 250 anos de devoção, o Papa Paulo VI ofereceu a Rosa de Ouro ao Santuário Nacional inteiramente dedicado à Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
A partir de 1950 já se pensava na construção de um novo templo mariano devido ao crescente número de romarias. O majestoso templo foi consagrado pelo Papa, após mais de vinte e cinco anos de construção, no dia 4 de julho de 1980, na primeira visita de João Paulo II ao Brasil
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
NOSSA SENHORA NOSSA MÃE
Quem é a Virgem Maria?
R= A Virgem Maria é a mulher escolhida por Deus para tornar-se a Mãe do Verbo Encarnado, nosso Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Jesus Cristo: “Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus” (Lc 1,31).
“Para dar ao redentor uma natureza humana, Deus escolheu uma donzela judia de quinze anos, chamada Maria, descendente do grande rei Davi, que vivia obscuramente com seus pais na aldeia de Nazaré. Maria, sob o impulso da graça, havia oferecido a Deus a sua virgindade, coisa que fazia parte do desígnio divino sobre ela.
Era uma nova prenda para a alma que havia recebido uma graça maior já no seu começo. Quando Deus criou a alma de Maria, eximiu-a da lei universal do pecado original no mesmo instante em que a Virgem foi concebida no seio de Ana. Maria recebeu a herança perdida por Adão: desde o início do seu ser, esteve unida a Deus. Nem por um momento se encontrou sob o domínio de Satã aquela cujo Filho lhe esmagaria a cabeça” (Pe. Leo J. Trese, A Fé Explicada, Capítulo VII).
Quem foram os pais de Nossa Senhora?
R= São Joaquim e Santa Ana.
“Porque a virgem Mãe de Deus iria nascer de Ana, a natureza não ousou antecipar o germe da graça; mas permaneceu estéril até que a graça produzisse fruto… Ó casal feliz, Joaquim e Ana! A vós toda a criação se sente obrigada. Pois por vós ofereceu a mais valiosa dádiva das dádivas ao Criador, a mãe pura, única digna do Criador… Ó castíssimo casal, Joaquim e Ana! Conservando a castidade prescrita pela lei da natureza, alcançastes de Deus aquilo que supera a natureza: gerastes para o mundo a mãe de Deus… Ó filha de Adão e mãe de Deus! Felizes as entranhas donde saíste! Felizes os braços que te carregaram; e lábios que consentiste beijar-te; somente estes de seus pais para que sempre e em tudo fosses a virgem!” (Dos Sermões de São João Damasceno, bispo).
Maria Santíssima teve o uso da razão desde o primeiro instante de sua Imaculada Conceição?
R= Sim.
“Ao mesmo tempo que a menina recebia no seio de Santa Ana a graça santificante, era-lhe dado também o perfeito uso da razão. A ele se uniu uma grande luz divina, correspondente à graça com que fora enriquecida. O exposto aqui não é já uma opinião isolada, mas um parecer universal, na frase do venerável autor La Colombiére. Por conseguinte bem poderemos crer que, desde o primeiro instante da união da sua bela alma ao seu corpo puríssimo, foi Maria iluminada com todas as luzes da divina sabedoria, para bem conhecer as verdades eternas, a beleza das virtudes e sobretudo a infinita bondade de seu Criador e os direitos dele aos afetos do coração, e ao seu em particular. Eram disso razões os singulares dons com que ele a adornou e distinguiu entre todas as criaturas. Pois não a preservara da culpa original? Não lhe dera tão imensa graça? Não a destinara para Mãe do Verbo e Rainha do universo?” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, II, Ponto Segundo, 1).
Nossa Senhora esteve livre de toda inclinação desordenada e de toda distração?
R= Sim.“Gratíssima a seu Deus, a partir desse primeiro instante, empenhou-se a Virgem em aproveitar fielmente aquele grande cabedal de graças de que era senhora. Aplicou-se toda em amar a Divina Bondade. Desde então amou a Deus com todas as suas forças e continuou amando-o com os nove meses anteriores a seu nascimento. Não cessou, com efeito, um só momento de unir-se a Deus cada vez mais, com ferventes atos de amor. Estava livre não só da culpa original, mas de todo movimento desordenado, de toda distração, de toda rebelião dos sentidos, de tudo enfim que lhe pudesse impedir o adiantamento no divino amor. Todos os seus sentidos estavam igualmente de acordo com seu bendito espírito na tendência para Deus. Por isso, desvencilhada de todo impedimento, voava-lhe a formosa alma para Deus, incessantemente. Amava-o sempre, e cada vez mais crescia em seu amor” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, II, Ponto Segundo, 2).
Quantos anos tinha a Virgem Maria quando foi apresentada no Templo?
R= Três anos.
“Aos três anos de idade foi esta apresentada no Templo, para que, juntamente com as outras virgens, no exercício da piedade e do trabalho se preparasse desde então para ser digna mãe do Salvador do mundo” (São João Damasceno).
Como se realizou a viagem da Imaculada Virgenzinha até o Templo?
“Generosamente, portanto, Joaquim e Ana sacrificaram a Deus o que lhes era mais caro ao coração. Eis que partem de Nazaré, levando nos braços, ora um, ora outro, a diletíssima filha, que, sozinha, não teria podido fazer a pé uma viagem tão longa, como a de Nazaré a Jerusalém. De um lugar a outro vai a distância de 80 milhas (mais ou menos 30 horas de viagem). Acompanhavam-nos poucos parentes. Mas os anjos – observa Jorge de Nicomédia – em revoadas rodeavam e serviam nessa viagem a imaculada virgenzinha, que se ia consagrar a Deus…
Chegada que foi a santa comitiva ao templo, a amável menina voltou-se a seus pais e de joelhos, beijando-lhes as mãos, lhes pede a bênção. E depois, sem mais se voltar para trás, sobe os degraus do templo (eram 15, como refere Árias Montano, apoiado em Josefo), e apresenta-se ao sacerdote São Zacarias, como o nomeia São Germano. Despedindo-se então do mundo, e renunciando a todos os bens que ele promete aos seus amigos, se oferece e consagra ao seu Criador” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2,Tratado I, Capítulo II, III, Ponto Primeiro, 3).
O que fazia a Doce Virgenzinha no Templo?
“Bem sabia a iluminada menina que Deus não aceita um coração dividido, mas o quer todo consagrado ao seu amor, conforme o preceito dado: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração! Começou por isso, desde o primeiro instante de sua vida, a amá-lo com todas as forças, e toda a ele se deu… vendo-se já encerrada naquele lugar santo, primeiro prostrou-se para beijar aquela terra como casa do Senhor. Em seguida adorou a infinita Majestade do Altíssimo e lhe deu graças pelo favor de tê-la recebido tão cedo a habitar na sua casa… para agradar a Deus, fez voto de sua virgindade, voto que Maria foi a primeira a fazer, segundo diz Roberto, abade… era sua intenção servir a Divina Majestade no templo, por toda a sua vida, se assim fosse do agrado de Deus, sem mais sair daquele lugar!
Consideremos aqui quanto foi santa a vida de Maria no templo. Como cresce na sua luz a aurora, assim ia a Virgem crescendo sempre em perfeição… a caridade, a modéstia, a humildade, a mortificação, o silêncio e a mansidão. Sobre ela diz São João Damasceno: Plantada na casa de Deus, esta bela oliveira regada pelo Espírito Santo se fez habitação de todas as virtudes. E em outro lugar: O semblante da Virgem era modesto, o ânimo humilde, as palavras amorosas, saindo de um interior bem composto…
Fala também Santo Anselmo da vida de Nossa Senhora no templo e diz: Maria era dócil, pouco falava, estava sempre composta, sempre séria, e sem jamais se perturbar. Perseverança na oração, na leitura dos Livros Santos, nos jejuns, em toda sorte, de obras virtuosas” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capitulo I, III, Ponto Segundo, 1, 2 e3).
Maria Santíssima observava alguma ordem durante o dia?
R= Sim.
Boaventura Baduário escreve: “Desde o amanhecer até a hora da Terça (9 horas), dava-se à oração; de Terça até a Nona, ocupava-se em algum trabalho; a hora Nona tornava à oração, até que o anjo lhe trazia a comida, como era de costume. Procurava ser a primeira nas vigílias, a mais exata na divina Lei, a mais profunda na humildade, e em toda a virtude a mais perfeita. Ninguém jamais a viu irada; pelo contrário, tão repassadas de doçura lhe eram as palavras, que se reconhecia o Espírito Santo em sua boca”.
Como se realizou a Encarnação do Filho de Deus?
R= A Encarnação do Filho de Deus realizou-se com o Espírito Santo formando nas entranhas da Virgem Maria um corpo perfeitíssimo e criando uma alma nobilíssima que se uniu ao corpo; no mesmo instante, uniu-se a este corpo e alma o próprio Filho de Deus; e desta maneira, aquele que era só Deus, sem deixar de sê-lo, ficou sendo também homem.
“No dia da Anunciação, Deus eliminou a infinita distância que havia entre Ele é nós. Por um ato de seu poder infinito, Deus fez o que à nossa mente humana parece impossível: uniu a sua própria natureza divina a uma verdadeira natureza humana, a um corpo e alma como os nossos. E o que nos deixa ainda mais admirados é que desta união não resultou um ser com duas personalidades, a de Deus e a de homem. Ao contrário, as duas naturezas se uniram numa só Pessoa, a de Jesus Cristo, Deus e homem.
Esta união do divino e do humano numa Pessoa é tão singular, tão especial, e, portanto, está fora da nossa capacidade de compreensão. Como a Santíssima Trindade, é um dos grandes mistérios da nossa fé, a que chamamos o mistério da Encarnação.
Lemos no Evangelho de São João que “o Verbo se fez carne”, ou seja, que a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Deus Filho, se encarnou, se fez homem. Esta união de duas naturezas numa só Pessoa recebe um nome especial, e chama-se UNIÃO HIPOSTÁTICA (do grego hipóstasis, que significa “o que está debaixo”)” (Pe. Leo J. Trese, A Fé Explicada, Capítulo VII).
Qual anjo foi enviado à Virgem Maria?
R= O arcanjo Gabriel: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lc 1,26-27).
“… à Virgem Maria não foi enviado um anjo qualquer, mas o arcanjo Gabriel; para esta missão, era justo que viesse o máximo anjo para anunciar a máxima notícia” (Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa).
É preciso conhecer Nossa Senhora
Como se comportou a Virgem Maria ao ser saudada pelo anjo?
R= Com humildade.
“Falando o Senhor, no Cântico dos Cânticos, precisamente da HUMILDADE desta HUMILÍSSIMA Virgem, disse: Enquanto o rei está no seu repouso, exalou o meu nardo a sua fragrância (1, 12). Comenta Santo Antonino as citadas palavras deste modo: O nardo, planta pequena e baixa, é figura da HUMILDADE de Maria, cujo odor subiu ao céu e atraiu o Verbo do seio do Eterno Pai ao seu seio virginal. De modo que o Senhor, atraído pela fragrância desta HUMILDE virgenzinha, a escolheu para sua Mãe, querendo fazer-se homem, para remir o mundo… Eis que enquanto a HUMILDE virgem suspirava em sua cela, com mais fervor que nunca, pela vinda do Redentor – conforme uma revelação a Santa Isabel de Turíngia – vem o arcanjo Gabriel com a grande embaixada. Entra e saúda-a dizendo: Ave, Maria, cheia de graça; o Senhor é convosco… (Lc 1,28). Deus vos saúda, ó Virgem cheia de graça, pois fostes sempre rica da graça, acima de todos os santos. O Senhor é convosco, porque sois tão HUMILDE. Bendita sois entre as mulheres, porquanto as outras incorrem na maldição da culpa; mas vós, porque havíeis de ser Mãe do Bendito, sois e sereis sempre bendita e isenta de toda a mácula” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).
O que respondeu Nossa Senhora a esta saudação toda cheia de louvores?
R= Nada: “Ela ficou intrigada com esta palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação” (Lc 1,29).
“… não respondeu, mas pensando na saudação perturbou-se… E por que se assustou? Acaso por temor de ilusão, ou por modéstia, vendo um homem, como quer alguém, pensando que o anjo lhe apareceu em forma humana? Não; o texto é claro: turbou-se com o seu dizer, mas não com a sua aparição, observa São Bruno de Segni. Essa perturbação foi causada unicamente por sua HUMILDADE, que absolutamente não podia compreender semelhantes louvores” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).
O que fez o arcanjo Gabriel diante do silêncio da Virgem Santíssima?
R= Ele disse-lhe: “Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus” (Lc 1,30).
“À semelhança do Salvador que foi confortado por um anjo, se tornou preciso que São Gabriel, vendo Maria tão assustada com aquela saudação, a animasse, dizendo: não temais, ó Maria, porque achastes graça diante de Deus! Aos vossos olhos, é verdade, sois tão pequena e insignificante; mas Deus, que exalta os humildes, vos fez digna de achar a graça perdida pelos homens. Por isso vos preservou da mácula, comum a todos os filhos de Adão; por isso, desde a vossa Conceição vos ornou de uma graça maior que a de todos os santos. Por isso, finalmente, agora vos exalta a ser sua Mãe: Eis, concebereis em vosso seio e dareis à luz um filho, e pôr-lhe-eis o nome de Jesus”(Lc 1,31) (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).
O que Nossa Senhora disse ao arcanjo Gabriel?
R= “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).
“Eis a resposta mais bela, mais humilde e mais prudente, que nem toda a sabedoria dos homens e dos anjos juntamente teria podido inventar, se nela pensassem por um milhão de anos! Ó resposta poderosa que alegraste o céu e trouxeste à terra um mar imenso de graças e de bens! Resposta que, apenas saída do humilde coração de Maria, atraíste do seio do Eterno Pai o Unigênito Filho, para fazê-lo homem no seio puríssimo da Virgem” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, 2).
Quem foi o jovem escolhido por Deus para ser esposo de Nossa Senhora?
R= São José.
“O Evangelho no-lo descreve dizendo simplesmente que era um “varão justo”. O vocábulo “justo” significa, em sua conotação hebraica, um homem cheio de todas as virtudes. É o equivalente à nossa palavra atual “santo”.
Não nos surpreende, pois, que José, a pedido dos pais de Maria, aceitasse gozosamente ser o esposo legal e verdadeiro de Maria, ainda que conhecesse a sua promessa de virgindade e soubesse que o matrimônio nunca seria consumado. Maria permaneceu virgem não só ao dar à luz Jesus, mas durante toda a sua vida. Quando o Evangelho menciona “os irmãos e irmãs” de Jesus, devemos recordar que é uma tradução grega do original hebraico, e que neste caso essas palavras significam simplesmente “parentes consanguíneos”, mais ou menos o mesmo que a nossa palavra “primo” (Pe. Leo J. Trese, A Fé Explicada, Capítulo VII).
Quem recebeu a visita de Nossa Senhora?
R= Santa Isabel “El é plenitude”.
“Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel” (Lc 1,39-40).
“Do arcanjo São Gabriel ouviu a Santíssima Virgem que Isabel, sua prima, estava grávida de seis meses. Iluminada interiormente pelo Espírito Santo, conheceu que o Verbo humanado, e já feito seu Filho, queria começar a manifestação ao mundo as riquezas de sua misericórdia… Levantando-se da tranquilidade de sua contemplação, a que estava sempre aplicada, e deixando a sua cara solidão, com grande pressa partiu para a casa de Isabel… pôs-se a tenra e delicada donzela a caminho, sem se atemorizar com as fadigas da viagem” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, V, Ponto Primeiro, 1).
Foi uma simples visita?
R= Não.
“Como reflete Santo Ambrósio, foi Maria a primeira a saudar Isabel. Mas não foi a visita de Nossa Senhora como são as visitas dos mundanos, que pela maior parte se reduzem a cerimônias e falsas exibições. Sua visita trouxe àquela casa um cúmulo de graças. Com efeito, mal entrara e saudara seus habitantes, ficou Isabel cheia do Espírito Santo, e João livre da culpa e santificado. Por isso deu aquele sinal de júbilo, exultando no ventre de sua mãe. Queria com isso manifestar as graças recebidas por meio de Maria, como declarou a mesma Isabel: Porque assim que chegou a voz da tua saudação aos meus ouvidos, logo o menino exultou de prazer em minhas entranhas (Lc 1,44). Em virtude desta saudação, observa Bernardino de Busti, recebeu João a graça do Divino Espírito Santo, que o santificou” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, V, Primeiro Ponto, 1).
Onde morava Santa Isabel?
R= Em Ain Karin, 6 Km a oeste de Jerusalém. Trata-se de um pequeno vale, ao pé de verdes colinas. Deve o seu nome à sua fonte (Ain) e aos vinhedos que a circundam (Keren em hebraico, Karm em árabe, significa vinha). Nossa Senhora percorreu uma distância de quase 150 Km.
Qual foi o cântico cantado por Nossa Senhora na casa de Isabel?
R= O Magnificat (Lc 1, 46-55).
“Diante destes prodígios, Maria sente-se arrastada a descobrir os pensamentos que lhe serviram de alimento desde o instante da Anunciação. Não eram raros os improvisos poéticos entre os hebreus. O Magnificat é o espelho da sua alma, reflete o que há nela. Neste belíssimo cântico evoca algumas passagens do Antigo Testamento que Ela conhecia bem. Tinham sido — tantas vezes! — matéria da sua oração. A maior parte dos conceitos são tomados dos profetas e dos salmos, mas adquirem um sentido completamente novo nos seus lábios. Duas ou três expressões recordam especialmente o canto de gratidão de Ana (1 Sm 2, 1-10), mãe de Samuel, e o grito de gozo de Lia (Gn 30, 12), mãe adotiva de Aser” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, III).
Quantos dias Maria Santíssima permaneceu na casa de Isabel?
R= Noventa dias: “Maria permaneceu com ela mais ou menos três meses e voltou para sua casa” (Lc 1,56). Ela voltou para Nazaré.
É preciso conhecer Nossa Senhora
São José ficou surpreso com a gravidez de Nossa Senhora?
R= Sim: “Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, seu esposo, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo…” (Mt 1,18-20).
“Depois daqueles meses acompanhando e prestando ajuda a Isabel, Maria voltou a Nazaré. Foi então que José pôde dar-se conta da gravidez de sua esposa. O Filho de Deus encarnado amoldava-se aos ritmos da natureza, e crescia no seu seio. Foi para José uma enorme surpresa, uma descoberta que o sumiu numa grande confusão. Aquilo não encaixava de nenhum modo. Isto não quer dizer que José não suspeitasse o caminho da verdade, que não entrevisse entre névoas a sombra do mistério. Ele nunca pensou mal de Maria. O conhecimento que tinha d’Ele, as suas conversas íntimas, a graça refletida no seu rosto, a sua alegria… não permitiam nem um longínquo mau pensamento.
Por seu lado, Maria não se comportava como uma mulher culpável, não se envergonhava como se tivesse feito algo mal. O seu olhar era claro, limpo, sereno, como sempre, ainda que às vezes olhasse para ele, para José, com uma especial compaixão. O seu semblante era inclusive mais radiante que em meses anteriores… Mas o anjo disse-lhe ainda mais: Ela dará à luz um filho, a quem porás (tu, José, pai dele diante da lei) o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. E José tomou Maria com todo o mistério da sua maternidade; tomou-a juntamente com o Filho que chegaria ao mundo por obra do Espírito Santo, demonstrando assim uma disponibilidade, uma grande abertura para os planos de Deus, semelhante à de Maria” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, III).
Em qual cidade Nossa Senhora deu a luz o Menino Jesus?
R= Na cidade de Belém: “Também José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, para a Judeia, na cidade de Davi, chamada Belém, por ser da casa e da família de Davi, para se inscrever com Maria, sua mulher, que estava grávida. Enquanto lá estavam, completaram-se os dias para o parto, e ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia um lugar para eles na sala” (Lc 2, 4-7).
“Belém era a terra de Davi (Belém “Beth-Lehem”, significa CASA DO PÃO. Encontra-se a uns cento e cinquenta quilômetros de Nazaré, e a uns sete de Jerusalém). Ali estava a sua parentela. Situada ao sul de Jerusalém, em tempos de Jesus não era mais que uma aldeia avançada no deserto, fortificada com muros e torres. Os filisteus tinham-na convertido em praça forte e o rei Toboão, filho de Salomão, tinha aumentado consideravelmente as suas defesas (Cfr. 2 Cr 10, 6). A sua importância, porém, era puramente estratégica. A modesta população vivia uma vida sossegada, dedicada quase exclusivamente ao pastoreio e ao cultivo das poucas terras de labor que, em forma de terraços escalonados, a rodeavam e que com muito trabalho, sobretudo na época das chuvas, conseguiam defender dos desabamentos constantes. Nestes terraços cresciam romãzeiras, amendoeiras, macieiras, algumas vides e, sobretudo, figueiras e oliveiras.
Contudo, Belém era chamada a frutífera, Éfrata, nome patronímico da região. A sua situação, não longe do caminho de montanha entre Hebron e Jerusalém, constituía um bom albergue de fim de etapa para os viajantes.
Era realmente a mais pequena das cidades de Israel, mas, apesar da sua insignificância, era ilustre na história do povo escolhido. É mencionada pela primeira vez nos Livros Sagrados com motivo da morte de Raquel, mulher de Jacó, que foi sepultada no caminho de Éfrata, que é Belém, como diz o Gênesis 35, 19. Mas a sua glória principal era a de ter sido a pátria de Davi, o glorioso chefe de que haveria de descender o Messias.
Maria sabia que o seu Filho era também Filho de Davi. Este apelativo converteu-se no mais popular dos títulos messiânicos. Os doentes e as multidões repeti-lo-ão com frequência no curso da vida pública de Jesus. E Ele aceita-lo-á; unicamente acrescentará que é também o Filho de Alguém maior que Davi” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, IV).
Nossa Senhora foi bem recebida em Belém?
R= Não.
“Eis que já entram em Belém esses dois excelsos viajantes, José e Maria, que traz no seio o Salvador do mundo. Entram na cidade, dirigem-se para a casa do ministro imperial, afim de pagarem o tributo e serem alistados nos registros dos súditos do César. Mas quem os reconhece? Quem lhes vai ao encontro? Quem lhes oferece agasalho? Eles são pobres, e como pobres são desprezados; são tratados ainda pior do que os outros pobres, e até repelidos.
Chegada a Belém, Maria entendeu que se aproximava a hora de seu parto. Avisou a São José, e este diligenciou achar agasalho em uma casa dos habitantes de Belém, afim de não ter de levar sua esposa à hospedaria, lugar pouco conveniente para uma tenra donzela. Ninguém quis atender-lhe o pedido, e é bem verossímil que da parte de alguém fosse taxado de insensato por trazer consigo a esposa próxima ao parto em tempo noturno e de tanta afluência de povo. — Para não ficar durante a noite no meio da rua, viu-se afinal obrigado a levar a Virgem Maria à hospedaria pública, onde já muitos pobres se tinham alojado para a noite. Mas como? Também dali foram repelidos e foi-lhes respondido que não havia lugar para eles. Havia ali lugar para todos, também para os mais desprezível, mas não para Jesus Cristo” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Em qual lugar então a Virgem Santíssima deu a luz ao Menino Jesus?
R= Em uma gruta, aos arredores de Belém.
“Vendo-se repelidos de toda parte, São José e a Bem-aventurada Virgem saem da cidade afim de achar fora dela ao menos algum abrigo. Os pobres viandantes caminham na escuridão, errando e espreitando; afinal depara-se-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta, que servia de estábulo para os animais. Disse então Maria: José, meu Esposo, não precisamos ir mais longe; entremos nesta gruta e fiquemos aqui” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Nossa Senhora encontrou uma gruta limpa, aquecida e aconchegante?
R= Não.
“Mas como ? Respondeu-lhe São José; não vês, minha Esposa, que esta gruta é tão fria e úmida, que a água escorre em toda parte? Não vês que não é uma morada para homens, senão uma estribaria para animais? É verdade, tornou Maria, que este estábulo é o palácio real onde quer nascer o Filho eterno de Deus” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Como Maria Santíssima deu a luz ao Menino Jesus?
R= “Quando Maria Santíssima entrou na gruta, pôs-se logo em oração. De súbito vê uma refulgente luz, sente no coração um gozo celestial, abaixa os olhos, e, ó Deus! Que vê? Vê já diante de si o Menino Jesus, tão belo e tão amável, que enleva os corações. Mas treme e chora; segundo a revelação feita a Santa Brígida, estende as mãozinhas para dar a entender que deseja que Maria o tome nos braços” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Maria Santíssima é Mãe de Deus?
R= Sim.
“1. Para poder entender esta sublime verdade é necessário fixar claramente alguns pontos certos, aceitos por todos.
A- Quando dizemos: “Maria é Mãe de Deus”, devemos entender que Maria é mãe do FILHO DE DEUS, Jesus Cristo, o qual é Deus como o Pai e como o Espírito Santo.
B- Quando dizemos: “Maria é Mãe de Deus”, não devemos entender que Maria tenha GERADO em seu seio A DIVINDADE de Jesus Cristo.
C- Quando dizemos: “Maria é Mãe de Deus”, não devemos entender que Maria tenha dado INÍCIO à vida do Filho de Deus.
D- Quando dizemos: “Maria é Mãe de Deus”, não devemos entender que o Filho de Deus tenha começado a existir no seio de Maria.
Nada disso.
E- Vamos pela ordem. O Filho de Deus é PESSOA DIVINA, própria e individua.
O Filho de Deus é igual ao Pai e ao Espírito Santo na natureza divina.
Antes de se ENCARNAR no seio de Maria, o Filho de Deus era PURÍSSIMO ESPÍRITO.
Antes de se ENCARNAR, NÃO EXISTIA JESUS CRISTO, como HOMEM-DEUS, mas só existia o Filho de Deus, puríssimo espírito.
JESUS CRISTO, HOMEM E DEUS, UNIDOS NA MESMA PESSOA DIVINA, começou a existir no seio de Maria, pela AÇÃO do Espírito Santo.
No seio de Maria, a PESSOA DO FILHO DE DEUS ASSUMIU A CARNE HUMANA e se tornou JESUS CRISTO, totalmente DEUS e totalmente HOMEM.
Mas a PESSOA DE JESUS CRISTO ficou exclusivamente PESSOA DIVINA.
De modo tal que, todas as ações de Jesus Cristo, todos os milagres, todas as ofensas, todas as dores e sofrimentos, etc., eram atribuídas exclusivamente à ÚNICA PESSOA DE JESUS CRISTO, QUE ERA PESSOA DIVINA.
Maria, gerando e dando à luz Jesus Cristo, gerou e deu à luz o Filho de Deus feito CARNE, unido substancialmente à natureza humana.
Noutras palavras, Maria deu à luz não uma natureza humana, mas a PESSOA do FILHO de Deus, unida substancialmente à natureza humana de Cristo.
Por isso, Maria é mãe do Filho de Deus, feito homem.
Pelo motivo que Jesus Cristo é DEUS, é lógico que Maria é MÃE DE DEUS.
PROVA NA SAGRADA ESCRITURA
A- Já no Antigo Testamento, o profeta Isaías assim declarava: “Eis que a Virgem concebe e dá à luz um Filho e lhe será dado o nome de Emanuel” (Is 7, 14). Emanuel significa DEUS CONOSCO. Esta profecia se refere diretamente a Cristo, Filho de Deus.
B- O anjo disse a Maria: “Por isso, o Menino que nascer de ti será chamado FILHO DE DEUS” (Lc 1, 35).
C- O apóstolo Paulo também declara: “Deus mandou seu Filho ao mundo, nascido de MULHER” (Gl 4, 4).
D- Isabel, REPLETA DO ESPÍRITO SANTO, ao ver Maria em sua casa, assim a saúda: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. DONDE ME VEM QUE A MÃE DO MEU SENHOR ME VISITE? (Lc 1, 41-42).
E- “Celebravam-se núpcias em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus” (Jo 2, 1-12)” (Frei Battistini, Maria nosso sim a Deus, Capítulo 8).
Em qual cidade Nossa Senhora levou o Menino Jesus a fim de apresentá-lo ao Senhor?
R= Em Jerusalém: “Quando se completaram os dias para a purificação deles, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém a fim de apresentá-lo ao Senhor” (Lc 2, 22).
“Depois da circuncisão havia que cumprir duas cerimônias, segundo o disposto: a mãe devia purificar-se da impureza legal contraída; e o filho primogênito devia ser apresentado, entregue, ao Senhor e depois resgatado.
Empreenderam o caminho para Jerusalém. Desde Belém, a viagem de ida e vinda fazia-se com comodidade numa jornada.
A Virgem, acompanhada por São José e levando Jesus nos seus braços, apresentou-se no Templo confundida entre o resto das mulheres, como uma mais. Cumpre-se a antiga profecia: Virá o Desejado de todas as gentes e encherá de glória este templo (Ag 2, 7).
A Lei de Moisés prescrevia em primeiro lugar a purificação da mãe de uma impureza que a impedia de tocar qualquer objeto sagrado ou de entrar num lugar de culto.
Em virtude desta lei, quarenta ou oitenta dias depois do parto, segundo se tratasse de um filho ou de uma filha, estavam obrigadas as mães a apresentar-se no Templo de Jerusalém (Lv 12, 1-8). Podia atrasar-se a viagem se existiam razões de certo peso; por exemplo, se a mulher que acabava de ser mãe devia ir dentro dum breve prazo à cidade santa para celebrar alguma das grandes festas religiosas, ou se habitava muito longe de Jerusalém. Neste caso, outra pessoa podia em seu nome oferecer os sacrifícios prescritos. Não obstante, as mães israelitas procuravam com empenho cumprir pessoalmente a lei. Aproveitaram além disso esta ocasião para levar consigo o seu primogênito, cujo resgate associavam à cerimônia da sua purificação. A Virgem fez aquela curta viagem de Belém a Jerusalém com gozo, e apresentou-se no Templo com o seu Filho de poucos dias nos braços.
Este preceito, na realidade, não obrigava Maria. Assim pensavam os primeiros escritores (Ver especialmente Santo Hilário, Hom. 18, sobre los Evangelios), pois Ela era puríssima e concebeu e deu à luz o seu Filho miraculosamente. Por outro lado, a Virgem não buscou nunca ao longo da sua vida razões que a eximissem das normas comuns do seu tempo. Como em tantas ocasiões, a Mãe de Deus comportou-se como qualquer judia da sua época. Quis ser exemplo de obediência e de humildade (Cfr. Suma Teológica, 1-2, q. 1, a. 2): uma humildade que a levava a não querer distinguir-se das outras mães pelas graças com que Deus a tinha adornado. Como uma jovem mãe se apresentou naquele dia, acompanhada de José, no Templo. A purificação das mães tinha lugar pela manhã, a seguir ao rito da incensação e da oferenda chamada do sacrifício perpétuo. Situavam-se no átrio das mulheres, no estrado mais elevado da escalinata que conduzia desde este átrio ao de Israel. O sacerdote aspergia-as com água lustral e recitava sobre elas umas orações. Mas a parte principal do rito consistia na oblação de dois sacrifícios. O primeiro era o expiatório pelos pecados: uma rola ou um pombo constituíam a sua matéria. O segundo era um holocausto, que para os que podiam consistia num cordeiro de um ano e, para os pobres, numa rola ou num pombo. Maria ofereceu o sacrifício das famílias modestas” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, IV).
Por que Nossa Senhora teve que fugir para o Egito?
R= Porque o rei Herodes queria matar o Menino Jesus: “O Anjo do Senhor manifestou-se em sonho a José e lhe disse: ‘Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar” (Mt 2, 13).
“Bem pode cada qual adivinhar o que padeceu Maria nessa viagem. Da Judeia ao Egito era muito longe a jornada. Com Sebastião Barradas, fala-se, geralmente, em mais de cem horas de caminho. Por isso a viagem durou pelo menos trinta dias. Além disso, como descreve Boaventura Barrádio, era o caminho desconhecido e péssimo, cortado de carrascais e pouco frequentado. Estava-se no inverno e a Sagrada Família teve de viajar debaixo de aguaceiros, neves e ventos, por estradas alagadas e lamacentas. Quinze anos tinha então Maria; era uma donzela delicada, nada afeita a semelhantes viagens. Finalmente não tinham os fugitivos quem lhes servisse. José e Maria, na frase de São Pedro Crisólogo, não tinham nem criados nem criadas; eram senhores e criados ao mesmo tempo. Meu Deus! Como excita a compaixão ver essa tenra virgenzinha, com esse Menino recém-nascido ao colo, fugindo por este mundo! Boaventura Baduário pergunta: Aonde iam comer e dormir? Em que hospedagem ficariam? Qual podia ser o alimento deles, senão um pedaço de pão duro trazido por São José ou recebido como esmola? Onde hão de ter dormido durante a viagem, especialmente durante as 50 horas da travessia do deserto, sem casas e hospedaria? Onde, senão a areia ou debaixo de alguma árvore do bosque, ao relento, expostos aos ladrões e às feras, tão abundantes no Egito? Oh! Quem encontrasse então esses três grandes personagens, tê-los-ia certamente tomado por ciganos e mendigos” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
Maria Santíssima teve uma vida confortável no Egito?
R= Não.
“No Egito Maria habitou em um lugar chamado Matarieh, conforme afirmam Burcardo de Saxônia e Jansênio Gandense, embora Strabo diga que moravam na cidade de Heliópolis. Aí sofreram extrema pobreza, durante sete anos que permaneceram escondidos, segundo Santo Antonino e Santo Tomás e outros autores. Eram estrangeiros, desconhecidos, sem rendimentos, sem dinheiro e sem parentes. A muito custo conseguiam sustentar-se com o fruto de suas fadigas. Por serem pobres, escreve São Basílio, era-lhes bem penoso conseguir o indispensável para passar a vida” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
É preciso conhecer Nossa Senhora
A viagem que Nossa Senhora fez de volta para a terra de Israel foi tranquila?
R= Não.
“Depois da morte de Herodes e depois de um exílio de sete anos, que na opinião de Santa Madalena de Pazzi Jesus passou no Egito, aparece novamente o Anjo a São José e manda-lhe que tome o santo Menino e a Mãe, e volte para a Palestina. Com grande satisfação pela notícia recebida, São José vai comunicá-la a Maria. Antes de partirem os santos Esposos, vão levar as despedidas aos amigos que tinham granjeado naquela terra. Depois José ajunta de novo a pouca ferramenta do seu ofício, Maria fez uma trouxa da roupa que possui, e tomando o divino Menino pela mão, empreendem, com Jesus no meio, a viagem de volta.
Reflete São Boaventura que esta viagem foi mais penosa para Jesus do que a fuga; porquanto já estava mais crescido, pelo que Maria e José não podiam carregá-lo longo tempo nos braços; por outro lado o santo Menino pela sua idade não podia ainda fazer tão grande viagem a pé; de sorte que Jesus se via obrigado muitas vezes a parar e a descansar por falta de forças” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Em que cidade Nossa Senhora foi morar assim que chegou do Egito?
R= Em Nazaré: “Tendo recebido um aviso em sonho, partiu para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré…” (Mt 2, 22-23).
“Herodes morreu no seu palácio de inverno de Jericó, na Primavera do ano 750 da fundação de Roma. Segundo conta Flávio Josefo, que escreve em fins do século I, uma cláusula do testamento real dispunha que à sua morte se convocasse no estádio de Jerusalém os principais do país para lhes comunicar oficialmente o acontecimento. Mas nesse momento deviam irromper os soldados e matar os convidados; assim, a morte do tirano não seria objeto de alegria, mas dia obrigatório de luto para todo o país. A cláusula não foi respeitada. O corpo do rei foi levado para Belém e sepultado solenemente próximo da fortaleza-palácio chamada Horodium (Flávio Josefo, Antiguidades Judias, XVIII, VI, 5). Muitos autores pensam que a morte de Herodes deve ter acontecido não muito depois da vinda dos Magos.
O reino ficava entre três dos seus filhos: Arquelau, que levou a melhor parte com a Judeia e Samaria; Herodes Antipas, a quem tocaram a Galileia e a Peréia; e Filipe, que ficou com outras regiões de menor importância. Salomé, irmã de Herodes, recebeu em posse os enclaves de Yamnia e Azoto na costa mediterrânea, assim como Fasael no vale do Jordão.
Também sabemos por Flávio Josefo que Arquelau, depois da morte de seu pai e de ter sufocado em sangue uma sedição de judeus, partiu para Roma pouco depois da Páscoa para que o imperador confirmasse o testamento de Herodes. Voltou pelo Outono do ano 750 com o título de enarca, “chefe do povo”, da Judeia, Samaria e Uduméia.
Então, reinando já Arquelau, José recebeu um novo aviso do anjo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel; pois já morreram os que atentavam contra a vida do menino (Mt 2, 20).
José levantou uma vez mais o seu lar e teve a intenção de se dirigir à Judeia, a Belém, donde partiram para o Egito. Mas pelo caminho deve ter tido conhecimento do caráter do novo governante da Judeia. De fato, Arquelau era um homem despótico como seu pai, e foi mal recebido pelo povo. A situação chegou a ser tão conflitiva que se tornou precisa a intervenção das tropas romanas, para o qual o governador da Síria, Quintílio Varo, se pôs à frente de três legiões e penetrou na Judeia, conseguindo por fim, depois de não poucos esforços, devolver a paz ao país. Por sua vez, uma legação de notáveis judeus enviada a Roma conseguiu que o imperador depusesse o novo monarca. Este dirigia-se então à capital do Império para receber oficialmente a confirmação do seu título real. É possível que uma das parábolas evangélicas esteja precisamente inspirada nesse fato (Lc 19, 12-14).
Ali, na Galileia, governava Herodes Antipas, com muitos erros, mas era menos sanguinário que seu pai. É de notar que Nazaré distava somente cinco quilômetros de Séforis, onde tinha a sua corte o rei Antipas, até que se transferiu para Tiberíades no ano 18. Foram, pois, vizinhos durante um bom número de anos.
E para Nazaré se dirigiu José, com um ânimo que rondava entre a inquietação pela segurança de Jesus e a alegria de se achar de novo em terra conhecida. Ali encontrou antigos amigos e parentes. Sem dúvida lhe faziam perguntas de não fácil resposta: donde vinha, que tinha acontecido em todo esse tempo… Reatou amizades e depressa se adaptou a uma nova terra, a sua, e viveu com Jesus e Maria uns anos de felicidade e de paz até à morte” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, V).
Como foi a vida da Santíssima Virgem em Nazaré?
“José começaria por acondicionar de novo a casa que… estaria em más condições. Mas esse era o seu trabalho. Ajudá-lo-iam os vizinhos e parentes, que se alegrava, com seu regresso à povoação. Instalaria a sua pequena oficina e chegar-lhe-iam depressa os primeiros encargos…
Na casa, limpa e alegre, refletir-se-ia a alma de Maria; os modestos adornos, a ordem, a limpeza, faziam com que Jesus e José, depois de uma jornada de trabalho, encontrassem o descanso junto de Nossa Senhora. Ali preparou Ela a comida muitas vezes, remendou a roupa e procurou que aquele lar estivesse sempre acolhedor. E estaria pendente desses momentos do meio dia, quando se costuma fazer uma paragem no trabalho, ou ao entardecer, ao dar por concluída a tarefa. Naquela casa foi crescendo o Filho de Deus… A Virgem deixou uma profunda marca no seu Filho: na sua forma de ser humana, em ditos e maneiras de dizer, nas próprias orações que os judeus ensinavam aos seus filhos. Jesus aprendeu dela a sua língua materna, o aramaico, e recebeu a educação mais santa que podia receber um menino israelita… De sua Mãe lhe veio o encanto, a graça, a doçura esmagadora e compassiva. Também aprenderia Jesus dos vizinhos, daquelas conversas que José mantinha com os clientes que iam encarregar-lhe alguma coisa, e que logo derivava para a boa ou a má colheita daquele ano, para as chuvas, para a próxima peregrinação a Jerusalém…” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, VI).
Nossa Senhora sofreu quando o Menino Jesus ficara entre os doutores no Templo?
R= Sim: “… e sua mãe lhe disse: ‘Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos” (Lc 2, 48).
“Estava acostumada à contínua alegria da dulcíssima presença de seu Jesus, e eis que agora o perde em Jerusalém e dele se vê longe, durante três dias. Conforme São Lucas, costumava a bem-aventurada Virgem ir com José, seu esposo, e com Jesus visitar todos os anos o templo, por ocasião da festa da Páscoa. Foi então que Jesus, já na idade de doze anos, ficou-se em Jerusalém sem que Maria o percebesse. Julgava-o na companhia de outras pessoas, mas, não o encontrando à tarde do primeiro dia de jornada, depois de haver perguntado por ele, voltou imediatamente à cidade para procurá-lo. Finalmente, depois de três dias de ansiedade, o encontrou no templo. Meditemos qual deve ter sido a aflição dessa atribulada Mãe durante esses três dias. Em toda parte perguntava por ele, com as palavras dos Cânticos: Vós porventura não vistes aquele a quem ama a minha alma? (3, 3). Mas perguntava em vão. Rubem lastimava-se por causa de seu irmão José: O menino não está mais aqui e para onde irei agora? (Gn 37, 30). Exausta de fadiga, sem encontrar seu amado Filho, com quanto maior ternura Maria tinha de se lastimar: Meu Jesus não aparece, e eu não sei mais o que fazer para o encontrar; aonde irei sem o meu tesouro?
Das lágrimas que derramou durante esses três dias, podia então dizer o mesmo que Davi dizia das suas: Minhas lágrimas foram para mim o pão, dia e noite; enquanto se me diz todos os dias: Onde está o teu Deus? (Sl 41, 4).
Mui judiciosamente Pelbarto faz observar que a aflita Mãe não dormiu naquelas noites, passando-as em pranto e rogos para que Deus a fizesse achar o Filho. Frequentemente dirigia-se ao Filho, diz Vulgato Bernardo, e gemia com as palavras dos Cânticos: Dize-me onde descansas pelo meio-dia, para que eu não ande como uma desnorteada (1, 6). Meu Filho, dize-me onde estás, a fim de que eu cesse de errar à tua procura, em vão” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
Como se deu o encontro de Nossa Senhora com Jesus Cristo no caminho do Calvário?
“Partiu Maria com São João. Da passagem do Filho lhe faltavam os rastos de sangue pelo caminho, conforme ela mesma o disse a Santa Brígida. Boaventura Baduário fala de um atalho que a Mãe aflita tomou para ficar depois esperando numa esquina pelo Filho atribulado. Aí estava à espera dele, quando foi reconhecida pelos judeus e deles teve de ouvir injúrias contra seu amantíssimo Jesus. Talvez tivesse de escutar até motejos contra si mesma. E ai! Que martírio lhe não causou a vista dos cravos, dos martelos, das cordas, funestos instrumentos da morte do Filho! Em lúgubre desfile, passavam eles diante da Mãe de Jesus. De repente, fere seus ouvidos um estridente som de trombeta; vão ler a sentença de morte lavrada contra Jesus. Meu Deus! Que espada de dor transpassou então a alma dessa Mãe dolorosa! Mas já desfilaram o arauto, e os instrumentos do martírio, os oficiais da justiça. Maria ergue os olhos e vê… ó Deus, um homem, na flor dos anos, todo coberto de sangue e de chagas, da cabeça aos pés, coroado de espinhos, carregando às costas um pesado madeiro… Fitaram-se finalmente. Como se lê em Santa Brígida, o filho afastou dos olhos o sangue coalhado que lhe impedia a vista, então Mãe e Filho fitaram-se! Ó céus, que olhares cheios de dor! Transpassaram, como setas, esses dois corações que tanto se amavam e queriam… Queria a Mãe abraçar o Filho, mas os algozes injuriosamente a repeliam, e empurraram para diante o acabrunhado Salvador” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
A Virgem Maria acompanhou Jesus Cristo até ao Calvário?
R= Sim.
“Ah! Virgem Santíssima, aonde ides? Ao Calvário? Tereis ânimo de ver pregado à cruz Aquele que é a vossa vida? Moisés falou como um profeta: E a tua vida estará como suspensa diante de ti (Dt 28, 66).
Faz São Lourenço Justiniano dizer a Jesus: Ó minha Mãe, não venhas comigo; aonde vais? Aonde pretendes ir? Se me acompanhares, serás atormentada pelo meu, e eu pelo teu suplício! Entretanto, a amorosa Mãe não quer abandonar a seu Jesus, embora vê-lo morrer lhe deve causar acerbíssima dor. Adiante vai o Filho, e atrás segue a Mãe para ser crucificada com ele, diz Guilherme, abade.
Escreve São João Crisóstomo: Até das feras nós nos compadecemos. Víssemos uma leoa acompanhando seus leõezinhos à morte, e mesmo dessa fera teríamos compaixão. E não nos apiedaremos de Maria, que vai seguindo o Cordeiro Imaculado, levado ao suplício? Participemos, pois, de sua dor; com ela acompanharemos seu Divino Filho, levando pacientemente as cruzes que nos manda o Senhor” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
Nossa Senhora assistiu a morte de Jesus Cristo no Calvário?
R= Sim: “Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19, 25).
“Aqui temos a contemplar uma nova espécie de martírio. Trata-se de uma mãe condenada a ver morrer diante de seus olhos, no meios de bárbaros tormentos, um Filho inocente e diletíssimo. É desnecessário dizer outra coisa do martírio de Maria, quer com isso declarar São João; contemplai-a junto da cruz, ao lado de seu Filho moribundo e vede se há dor semelhante à sua dor.
Quando nosso extenuado Redentor chegou ao alto do Calvário, despojaram-no os algozes de suas vestes, transpassaram-lhes as mãos e os pés com cravos, não agudos, mas obtusos (segundo a observação de um autor), para maior aumento de suas dores, e pregaram-no à cruz. Tendo-o crucificado, elevaram e fixaram a cruz e o abandonaram à morte. Abandonaram-no os algozes, mas não o abandonou Maria. Antes ficou mais perto da cruz para lhe assistir à morte, como ela mesma revelou a Santa Brígida. Mas de que servia, ó Senhora minha, irdes presenciar no Calvário a morte de vosso Filho? Pergunta São Boaventura. Não vos deveria reter o vexame, já que o opróbrio dele era também o vosso, que lhe éreis a Mãe? Pelo menos não deveria reter-vos então o horror ao delito de criaturas que crucificavam o seu próprio Deus? Mas, ah! O vosso coração não cuidava então da própria, e sim da dor e da morte do Filho querido. Por isso quisestes assisti-lo e acompanhá-lo com vossa compaixão. Ó Mãe verdadeira, diz o Vulgato Boaventura, Ó mãe amante, que nem o horror da morte pode separar do Filho amado!
Mas, ó meu Deus, que doloroso espetáculo! Na cruz, agonizando, está o Filho e junto à cruz a Mãe agoniza também, toda compadecida das penas desse Filho. O lastimoso estado em que viu seu Jesus moribundo na cruz, revelou-o Maria a Santa Brígida, dizendo: “Estava meu Jesus pregado ao madeiro, saturado de tormentos e agonizante. Seus olhos encovados estavam quase cerrados e extintos, afilado o nariz, triste o semblante. Pendia-lhe a cabeça sobre o peito; seus cabelos estavam negros de sangue, o ventre unido aos rins, os braços e as pernas inteiriçados, e todo o resto do corpo coalhado de chagas e sangue” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
A Virgem Maria recebeu Jesus Cristo morto em seus braços?
R= Sim.
“A atribulada Senhora receava, entretanto, que fizessem outras injúrias a seu amado Filho. Pediu a José de Arimatéia lhe obtivesse, por isso, de Pilatos o corpo de Jesus, para que ao menos depois de morto o pudesse preservar dos ultrajes dos judeus. Foi José ter com Pilatos, expôs-lhe a dor e o desejo da aflita Mãe. Segundo o Pseudo-Anselmo, Pilatos, compadecendo-se da Mãe, lhe concedeu o corpo do Redentor. Eis que descem o Salvador da cruz em que morrera!
Conforme as revelações de Santa Brígida, encostaram três escadas para descerem o corpo de Jesus. Primeiro desprenderam os santos discípulos as mãos, depois os pés e entregaram os cravos a Maria, como refere Metafrastres. Segurando o corpo de Jesus, um por cima e outro por baixo, o desceram da cruz.
Ergue-se a Mãe, relata Bernardino de Busti, estende os braços para o Filho, abraça-o e senta-se aos pés da cruz. Comtempla-lhe a boca aberta e os olhos obscurecidos; examina seu corpo rasgado pelas chagas e os ossos descobertos. Tira-lhe a coroa, e vê que horríveis chagas os espinhos fizeram naquela sagrada cabeça. Olha finalmente as mãos e os pés transpassados pelos cravos” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
A Virgem Maria acompanhou Jesus Cristo à sepultura?
R= Sim.
“Deste modo expandia a Mãe a sua dor, abraçada ao Filho sem vida. Mas os santos discípulos receavam que expirasse de dor a pobre Mãe, e por isso se apressam em tirar-lhe do regaço o Filho sem vida. Fazendo-lhe, pois, respeitosa violência, tiram-lhe dos braços, o embalsamam com aromas, envolvem-no numa mortalha, preparada de propósito para ele. Nela quis o Senhor deixar impressa sua imagem…
Levam o Sagrado Corpo à sepultura. Forma-se o cortejo fúnebre e os discípulos acompanham-no, juntamente com as santas mulheres. Entre as últimas, caminha a Mãe dolorosa, levando também ela o Filho à sepultura. Ter-se-ia a Senhora de boa mente sepultado viva com o Filho, como reza uma sua revelação a Santa Brígida. Mas, esta não sendo a divina vontade, acompanhou resignada o sacrossanto corpo de Jesus ao sepulcro, no qual, como refere Barônio, depositaram também os cravos e a coroa de espinhos…
Tais foram as despedidas de Maria junto ao sepulcro do Filho, de onde depois voltou a casa. Triste e aflita ia a pobre Mãe, diz Pseudo-Bernardo, despertando lágrimas em quantos a viam passar. Acrescenta também que os santos discípulos e as santas mulheres choravam mais por causa de Maria do que sobre a perda do Mestre” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
No Calvário, a qual apóstolo Jesus Cristo confiou Nossa Senhora?
R= A São João Evangelista: “Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’ E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19, 26- 27).
“Ora, se Maria tivesse filhos, ou se seu esposo ainda estivesse vivo, por que o Senhor a confiaria a João, ou João a ela? Mas, e também por que não a confiou a Pedro, a André, a Mateus, a Bartolomeu? Fê-lo a João, por causa de sua virgindade. A ele foi que disse: “Eis aí tua mãe”… Ora, se ela tivesse esposo, casa e filhos, iria para o que era seu, não para o alheio” (Santo Epifânio, Os últimos tempos da Virgem Maria, P. G. 42, 714ss).
É preciso conhecer Nossa Senhora
Maria Santíssima morreu?
R= “A morte de Maria não foi castigo do pecado (cf. Dz 1073), porque ela carecia de pecado original e de todo pecado pessoal. Porém era conveniente que o corpo de Maria, mortal por natureza, se submetesse à lei universal da morte, conformando-se assim totalmente a seu Filho divino” (Ludwig Ott, Manual de Teologia Dogmática, Livro Terceiro, Parte Terceira, Capítulo Segundo, 6).
“Se alguém julgar que estamos laborando em erro, pode consultar a Sagrada Escritura, onde não achará a morte de Maria, nem se foi morta ou não, se foi sepultada ou não. E quando João partiu para a Ásia, em parte alguma está dito que tenha levado consigo a Santa Virgem: sobre isso a Escritura silencia totalmente, o que penso ocorrer por causa da grandeza transcendente do prodígio, a fim de não induzir maior assombro às mentes” (Santo Epifânio, Os últimos tempos da Virgem Maria, P. G. 42, 714ss).
A Santíssima Virgem foi assunta de corpo e alma à glória celestial?
R= Sim: “Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o decurso da vida terrestre, foi assunta de corpo e alma à glória celestial” (Pio XII, Bula “Munificentissimus Deus”: AAS 42 (1º de novembro de 1950) 770).
“… para honrar o triunfo de Maria, veio do paraíso o próprio Jesus Cristo; desceu para encontrá-la e acompanhá-la. E Eádmero diz: O Salvador quis subir ao céu antes de Maria, não só para preparar-lhe o trono, mas também para tornar-lhe mais gloriosa a entrada no céu, pela sua presença e pelo luminoso séquito dos espíritos bem-aventurados. Nicolau monge, vê mais fulgores na Assunção de Maria, que na Ascensão de Jesus Cristo. Porque, ao Redentor, somente vieram encontrá-lo os anjos, enquanto que a Santíssima Virgem subiu à glória, saindo-lhe ao encontro, e acompanhando-a o mesmo Senhor da glória e toda a bem-aventurada companhia dos santos e anjos…
Consideremos como, descendo o Salvador do céu para encontrar a Mãe, lhe disse, consolando-a: Levanta-te, apressa-te, amiga minha; pomba minha, formosa minha, e vem. Porque já passou o inverno, já se foram e cessaram de todo as chuvas (Ct 2, 10). Vamos, minha cara Mãe, minha bela e pura pomba, deixa este vale de lágrimas, onde tens sofrido tanto por meu amor. “Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano e serás coroada” (Ct 4, 8). Vem com alma e corpo, gozar o prêmio de tua santa vida. Se tens padecido muito no mundo, maior é a glória que te darei de Rainha do universo.
Eis que Maria já deixa a terra. Vêm-lhe à memória as muitas graças que aí recebera de seu Senhor. Olha-a por isso com afeto e juntamente com compaixão, recordando-se dos pobres que deixa expostos a tantas misérias e a tantos perigos. Jesus lhe estende a mão, e a Santa Mãe já se eleva no ar, já passa as nuvens e as esferas. E chega enfim às portas do céu… Já entra na celeste pátria. Mas, à sua entrada, vêem-na aqueles espíritos celestes tão bela e tão gloriosa, que perguntam aos anjos que chegaram de fora, como contempla Vulgato Orígines: Quem é esta que sobe do deserto inundando delícias e firmando sobre o seu amado? (Ct 8, 5). E quem é esta criatura tão formosa que vem do deserto da terra, lugar de espinhos e abrolhos? Vem tão pura e rica de virtudes, com o seu amado Senhor, que se digna ele mesmo acompanhá-la com tanta honra? Quem é? Respondem os anjos que a acompanham: Esta é a Mãe do nosso Rei; é a bendita entre as mulheres, a cheia de graça, a Santa dos santos, a amada de Deus, a Imaculada, a mais formosa de todas as criaturas…
Vieram depois dar-lhe boas-vindas, e saudá-la como sua Rainha, todos os santos que então estavam no paraíso” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, VIII, Ponto Primeiro).
Nossa Senhora foi coroada no Céu?
R= “… de joelhos, a humilde e santa Virgem adora a majestade divina e abisma-se no conhecimento do seu nada. Agradece a Deus todas as graças que por mera bondade lhe havia concedido, especialmente de a ter feito Mãe do Verbo Eterno. Imagine e compreenda agora, quem o puder, com que amor a Santíssima Trindade a abençoou! Quem nos descreverá o afável e afetuoso acolhimento que fez o Pai Eterno à sua Filha, o Filho à sua Mãe, o Espírito Santo à sua Esposa! O Pai a coroa, participando-lhe o seu poder, o Filho a sabedoria, o Espírito Santo o amor. As Três Pessoas divinas, colocando-lhe o trono à direita de Jesus, a declaram Rainha universal do céu e da terra. Aos Anjos também ordenam, e a todas as criaturas, que a reconheçam por sua Rainha e como tal a sirvam e lhe obedeçam” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, VIII, Ponto Primeiro).
R= A Virgem Maria é a mulher escolhida por Deus para tornar-se a Mãe do Verbo Encarnado, nosso Salvador, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, Jesus Cristo: “Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus” (Lc 1,31).
“Para dar ao redentor uma natureza humana, Deus escolheu uma donzela judia de quinze anos, chamada Maria, descendente do grande rei Davi, que vivia obscuramente com seus pais na aldeia de Nazaré. Maria, sob o impulso da graça, havia oferecido a Deus a sua virgindade, coisa que fazia parte do desígnio divino sobre ela.
Era uma nova prenda para a alma que havia recebido uma graça maior já no seu começo. Quando Deus criou a alma de Maria, eximiu-a da lei universal do pecado original no mesmo instante em que a Virgem foi concebida no seio de Ana. Maria recebeu a herança perdida por Adão: desde o início do seu ser, esteve unida a Deus. Nem por um momento se encontrou sob o domínio de Satã aquela cujo Filho lhe esmagaria a cabeça” (Pe. Leo J. Trese, A Fé Explicada, Capítulo VII).
Quem foram os pais de Nossa Senhora?
R= São Joaquim e Santa Ana.
“Porque a virgem Mãe de Deus iria nascer de Ana, a natureza não ousou antecipar o germe da graça; mas permaneceu estéril até que a graça produzisse fruto… Ó casal feliz, Joaquim e Ana! A vós toda a criação se sente obrigada. Pois por vós ofereceu a mais valiosa dádiva das dádivas ao Criador, a mãe pura, única digna do Criador… Ó castíssimo casal, Joaquim e Ana! Conservando a castidade prescrita pela lei da natureza, alcançastes de Deus aquilo que supera a natureza: gerastes para o mundo a mãe de Deus… Ó filha de Adão e mãe de Deus! Felizes as entranhas donde saíste! Felizes os braços que te carregaram; e lábios que consentiste beijar-te; somente estes de seus pais para que sempre e em tudo fosses a virgem!” (Dos Sermões de São João Damasceno, bispo).
Maria Santíssima teve o uso da razão desde o primeiro instante de sua Imaculada Conceição?
R= Sim.
“Ao mesmo tempo que a menina recebia no seio de Santa Ana a graça santificante, era-lhe dado também o perfeito uso da razão. A ele se uniu uma grande luz divina, correspondente à graça com que fora enriquecida. O exposto aqui não é já uma opinião isolada, mas um parecer universal, na frase do venerável autor La Colombiére. Por conseguinte bem poderemos crer que, desde o primeiro instante da união da sua bela alma ao seu corpo puríssimo, foi Maria iluminada com todas as luzes da divina sabedoria, para bem conhecer as verdades eternas, a beleza das virtudes e sobretudo a infinita bondade de seu Criador e os direitos dele aos afetos do coração, e ao seu em particular. Eram disso razões os singulares dons com que ele a adornou e distinguiu entre todas as criaturas. Pois não a preservara da culpa original? Não lhe dera tão imensa graça? Não a destinara para Mãe do Verbo e Rainha do universo?” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, II, Ponto Segundo, 1).
Nossa Senhora esteve livre de toda inclinação desordenada e de toda distração?
R= Sim.“Gratíssima a seu Deus, a partir desse primeiro instante, empenhou-se a Virgem em aproveitar fielmente aquele grande cabedal de graças de que era senhora. Aplicou-se toda em amar a Divina Bondade. Desde então amou a Deus com todas as suas forças e continuou amando-o com os nove meses anteriores a seu nascimento. Não cessou, com efeito, um só momento de unir-se a Deus cada vez mais, com ferventes atos de amor. Estava livre não só da culpa original, mas de todo movimento desordenado, de toda distração, de toda rebelião dos sentidos, de tudo enfim que lhe pudesse impedir o adiantamento no divino amor. Todos os seus sentidos estavam igualmente de acordo com seu bendito espírito na tendência para Deus. Por isso, desvencilhada de todo impedimento, voava-lhe a formosa alma para Deus, incessantemente. Amava-o sempre, e cada vez mais crescia em seu amor” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, II, Ponto Segundo, 2).
Quantos anos tinha a Virgem Maria quando foi apresentada no Templo?
R= Três anos.
“Aos três anos de idade foi esta apresentada no Templo, para que, juntamente com as outras virgens, no exercício da piedade e do trabalho se preparasse desde então para ser digna mãe do Salvador do mundo” (São João Damasceno).
Como se realizou a viagem da Imaculada Virgenzinha até o Templo?
“Generosamente, portanto, Joaquim e Ana sacrificaram a Deus o que lhes era mais caro ao coração. Eis que partem de Nazaré, levando nos braços, ora um, ora outro, a diletíssima filha, que, sozinha, não teria podido fazer a pé uma viagem tão longa, como a de Nazaré a Jerusalém. De um lugar a outro vai a distância de 80 milhas (mais ou menos 30 horas de viagem). Acompanhavam-nos poucos parentes. Mas os anjos – observa Jorge de Nicomédia – em revoadas rodeavam e serviam nessa viagem a imaculada virgenzinha, que se ia consagrar a Deus…
Chegada que foi a santa comitiva ao templo, a amável menina voltou-se a seus pais e de joelhos, beijando-lhes as mãos, lhes pede a bênção. E depois, sem mais se voltar para trás, sobe os degraus do templo (eram 15, como refere Árias Montano, apoiado em Josefo), e apresenta-se ao sacerdote São Zacarias, como o nomeia São Germano. Despedindo-se então do mundo, e renunciando a todos os bens que ele promete aos seus amigos, se oferece e consagra ao seu Criador” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2,Tratado I, Capítulo II, III, Ponto Primeiro, 3).
O que fazia a Doce Virgenzinha no Templo?
“Bem sabia a iluminada menina que Deus não aceita um coração dividido, mas o quer todo consagrado ao seu amor, conforme o preceito dado: Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração! Começou por isso, desde o primeiro instante de sua vida, a amá-lo com todas as forças, e toda a ele se deu… vendo-se já encerrada naquele lugar santo, primeiro prostrou-se para beijar aquela terra como casa do Senhor. Em seguida adorou a infinita Majestade do Altíssimo e lhe deu graças pelo favor de tê-la recebido tão cedo a habitar na sua casa… para agradar a Deus, fez voto de sua virgindade, voto que Maria foi a primeira a fazer, segundo diz Roberto, abade… era sua intenção servir a Divina Majestade no templo, por toda a sua vida, se assim fosse do agrado de Deus, sem mais sair daquele lugar!
Consideremos aqui quanto foi santa a vida de Maria no templo. Como cresce na sua luz a aurora, assim ia a Virgem crescendo sempre em perfeição… a caridade, a modéstia, a humildade, a mortificação, o silêncio e a mansidão. Sobre ela diz São João Damasceno: Plantada na casa de Deus, esta bela oliveira regada pelo Espírito Santo se fez habitação de todas as virtudes. E em outro lugar: O semblante da Virgem era modesto, o ânimo humilde, as palavras amorosas, saindo de um interior bem composto…
Fala também Santo Anselmo da vida de Nossa Senhora no templo e diz: Maria era dócil, pouco falava, estava sempre composta, sempre séria, e sem jamais se perturbar. Perseverança na oração, na leitura dos Livros Santos, nos jejuns, em toda sorte, de obras virtuosas” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capitulo I, III, Ponto Segundo, 1, 2 e3).
Maria Santíssima observava alguma ordem durante o dia?
R= Sim.
Boaventura Baduário escreve: “Desde o amanhecer até a hora da Terça (9 horas), dava-se à oração; de Terça até a Nona, ocupava-se em algum trabalho; a hora Nona tornava à oração, até que o anjo lhe trazia a comida, como era de costume. Procurava ser a primeira nas vigílias, a mais exata na divina Lei, a mais profunda na humildade, e em toda a virtude a mais perfeita. Ninguém jamais a viu irada; pelo contrário, tão repassadas de doçura lhe eram as palavras, que se reconhecia o Espírito Santo em sua boca”.
Como se realizou a Encarnação do Filho de Deus?
R= A Encarnação do Filho de Deus realizou-se com o Espírito Santo formando nas entranhas da Virgem Maria um corpo perfeitíssimo e criando uma alma nobilíssima que se uniu ao corpo; no mesmo instante, uniu-se a este corpo e alma o próprio Filho de Deus; e desta maneira, aquele que era só Deus, sem deixar de sê-lo, ficou sendo também homem.
“No dia da Anunciação, Deus eliminou a infinita distância que havia entre Ele é nós. Por um ato de seu poder infinito, Deus fez o que à nossa mente humana parece impossível: uniu a sua própria natureza divina a uma verdadeira natureza humana, a um corpo e alma como os nossos. E o que nos deixa ainda mais admirados é que desta união não resultou um ser com duas personalidades, a de Deus e a de homem. Ao contrário, as duas naturezas se uniram numa só Pessoa, a de Jesus Cristo, Deus e homem.
Esta união do divino e do humano numa Pessoa é tão singular, tão especial, e, portanto, está fora da nossa capacidade de compreensão. Como a Santíssima Trindade, é um dos grandes mistérios da nossa fé, a que chamamos o mistério da Encarnação.
Lemos no Evangelho de São João que “o Verbo se fez carne”, ou seja, que a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, Deus Filho, se encarnou, se fez homem. Esta união de duas naturezas numa só Pessoa recebe um nome especial, e chama-se UNIÃO HIPOSTÁTICA (do grego hipóstasis, que significa “o que está debaixo”)” (Pe. Leo J. Trese, A Fé Explicada, Capítulo VII).
Qual anjo foi enviado à Virgem Maria?
R= O arcanjo Gabriel: “No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão chamado José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria” (Lc 1,26-27).
“… à Virgem Maria não foi enviado um anjo qualquer, mas o arcanjo Gabriel; para esta missão, era justo que viesse o máximo anjo para anunciar a máxima notícia” (Das Homilias sobre os Evangelhos, de São Gregório Magno, papa).
É preciso conhecer Nossa Senhora
Como se comportou a Virgem Maria ao ser saudada pelo anjo?
R= Com humildade.
“Falando o Senhor, no Cântico dos Cânticos, precisamente da HUMILDADE desta HUMILÍSSIMA Virgem, disse: Enquanto o rei está no seu repouso, exalou o meu nardo a sua fragrância (1, 12). Comenta Santo Antonino as citadas palavras deste modo: O nardo, planta pequena e baixa, é figura da HUMILDADE de Maria, cujo odor subiu ao céu e atraiu o Verbo do seio do Eterno Pai ao seu seio virginal. De modo que o Senhor, atraído pela fragrância desta HUMILDE virgenzinha, a escolheu para sua Mãe, querendo fazer-se homem, para remir o mundo… Eis que enquanto a HUMILDE virgem suspirava em sua cela, com mais fervor que nunca, pela vinda do Redentor – conforme uma revelação a Santa Isabel de Turíngia – vem o arcanjo Gabriel com a grande embaixada. Entra e saúda-a dizendo: Ave, Maria, cheia de graça; o Senhor é convosco… (Lc 1,28). Deus vos saúda, ó Virgem cheia de graça, pois fostes sempre rica da graça, acima de todos os santos. O Senhor é convosco, porque sois tão HUMILDE. Bendita sois entre as mulheres, porquanto as outras incorrem na maldição da culpa; mas vós, porque havíeis de ser Mãe do Bendito, sois e sereis sempre bendita e isenta de toda a mácula” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).
O que respondeu Nossa Senhora a esta saudação toda cheia de louvores?
R= Nada: “Ela ficou intrigada com esta palavra e pôs-se a pensar qual seria o significado da saudação” (Lc 1,29).
“… não respondeu, mas pensando na saudação perturbou-se… E por que se assustou? Acaso por temor de ilusão, ou por modéstia, vendo um homem, como quer alguém, pensando que o anjo lhe apareceu em forma humana? Não; o texto é claro: turbou-se com o seu dizer, mas não com a sua aparição, observa São Bruno de Segni. Essa perturbação foi causada unicamente por sua HUMILDADE, que absolutamente não podia compreender semelhantes louvores” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).
O que fez o arcanjo Gabriel diante do silêncio da Virgem Santíssima?
R= Ele disse-lhe: “Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus” (Lc 1,30).
“À semelhança do Salvador que foi confortado por um anjo, se tornou preciso que São Gabriel, vendo Maria tão assustada com aquela saudação, a animasse, dizendo: não temais, ó Maria, porque achastes graça diante de Deus! Aos vossos olhos, é verdade, sois tão pequena e insignificante; mas Deus, que exalta os humildes, vos fez digna de achar a graça perdida pelos homens. Por isso vos preservou da mácula, comum a todos os filhos de Adão; por isso, desde a vossa Conceição vos ornou de uma graça maior que a de todos os santos. Por isso, finalmente, agora vos exalta a ser sua Mãe: Eis, concebereis em vosso seio e dareis à luz um filho, e pôr-lhe-eis o nome de Jesus”(Lc 1,31) (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, I).
O que Nossa Senhora disse ao arcanjo Gabriel?
R= “Eu sou a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra” (Lc 1,38).
“Eis a resposta mais bela, mais humilde e mais prudente, que nem toda a sabedoria dos homens e dos anjos juntamente teria podido inventar, se nela pensassem por um milhão de anos! Ó resposta poderosa que alegraste o céu e trouxeste à terra um mar imenso de graças e de bens! Resposta que, apenas saída do humilde coração de Maria, atraíste do seio do Eterno Pai o Unigênito Filho, para fazê-lo homem no seio puríssimo da Virgem” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, IV, Ponto Primeiro, 2).
Quem foi o jovem escolhido por Deus para ser esposo de Nossa Senhora?
R= São José.
“O Evangelho no-lo descreve dizendo simplesmente que era um “varão justo”. O vocábulo “justo” significa, em sua conotação hebraica, um homem cheio de todas as virtudes. É o equivalente à nossa palavra atual “santo”.
Não nos surpreende, pois, que José, a pedido dos pais de Maria, aceitasse gozosamente ser o esposo legal e verdadeiro de Maria, ainda que conhecesse a sua promessa de virgindade e soubesse que o matrimônio nunca seria consumado. Maria permaneceu virgem não só ao dar à luz Jesus, mas durante toda a sua vida. Quando o Evangelho menciona “os irmãos e irmãs” de Jesus, devemos recordar que é uma tradução grega do original hebraico, e que neste caso essas palavras significam simplesmente “parentes consanguíneos”, mais ou menos o mesmo que a nossa palavra “primo” (Pe. Leo J. Trese, A Fé Explicada, Capítulo VII).
Quem recebeu a visita de Nossa Senhora?
R= Santa Isabel “El é plenitude”.
“Naqueles dias, Maria pôs-se a caminho para a região montanhosa, dirigindo-se apressadamente a uma cidade de Judá. Entrou na casa de Zacarias e saudou Isabel” (Lc 1,39-40).
“Do arcanjo São Gabriel ouviu a Santíssima Virgem que Isabel, sua prima, estava grávida de seis meses. Iluminada interiormente pelo Espírito Santo, conheceu que o Verbo humanado, e já feito seu Filho, queria começar a manifestação ao mundo as riquezas de sua misericórdia… Levantando-se da tranquilidade de sua contemplação, a que estava sempre aplicada, e deixando a sua cara solidão, com grande pressa partiu para a casa de Isabel… pôs-se a tenra e delicada donzela a caminho, sem se atemorizar com as fadigas da viagem” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, V, Ponto Primeiro, 1).
Foi uma simples visita?
R= Não.
“Como reflete Santo Ambrósio, foi Maria a primeira a saudar Isabel. Mas não foi a visita de Nossa Senhora como são as visitas dos mundanos, que pela maior parte se reduzem a cerimônias e falsas exibições. Sua visita trouxe àquela casa um cúmulo de graças. Com efeito, mal entrara e saudara seus habitantes, ficou Isabel cheia do Espírito Santo, e João livre da culpa e santificado. Por isso deu aquele sinal de júbilo, exultando no ventre de sua mãe. Queria com isso manifestar as graças recebidas por meio de Maria, como declarou a mesma Isabel: Porque assim que chegou a voz da tua saudação aos meus ouvidos, logo o menino exultou de prazer em minhas entranhas (Lc 1,44). Em virtude desta saudação, observa Bernardino de Busti, recebeu João a graça do Divino Espírito Santo, que o santificou” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, V, Primeiro Ponto, 1).
Onde morava Santa Isabel?
R= Em Ain Karin, 6 Km a oeste de Jerusalém. Trata-se de um pequeno vale, ao pé de verdes colinas. Deve o seu nome à sua fonte (Ain) e aos vinhedos que a circundam (Keren em hebraico, Karm em árabe, significa vinha). Nossa Senhora percorreu uma distância de quase 150 Km.
Qual foi o cântico cantado por Nossa Senhora na casa de Isabel?
R= O Magnificat (Lc 1, 46-55).
“Diante destes prodígios, Maria sente-se arrastada a descobrir os pensamentos que lhe serviram de alimento desde o instante da Anunciação. Não eram raros os improvisos poéticos entre os hebreus. O Magnificat é o espelho da sua alma, reflete o que há nela. Neste belíssimo cântico evoca algumas passagens do Antigo Testamento que Ela conhecia bem. Tinham sido — tantas vezes! — matéria da sua oração. A maior parte dos conceitos são tomados dos profetas e dos salmos, mas adquirem um sentido completamente novo nos seus lábios. Duas ou três expressões recordam especialmente o canto de gratidão de Ana (1 Sm 2, 1-10), mãe de Samuel, e o grito de gozo de Lia (Gn 30, 12), mãe adotiva de Aser” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, III).
Quantos dias Maria Santíssima permaneceu na casa de Isabel?
R= Noventa dias: “Maria permaneceu com ela mais ou menos três meses e voltou para sua casa” (Lc 1,56). Ela voltou para Nazaré.
É preciso conhecer Nossa Senhora
São José ficou surpreso com a gravidez de Nossa Senhora?
R= Sim: “Maria, sua mãe, comprometida em casamento com José, seu esposo, antes que coabitassem, achou-se grávida pelo Espírito Santo. José, seu esposo, sendo justo e não querendo denunciá-la publicamente, resolveu repudiá-la em segredo. Enquanto assim decidia, eis que o Anjo do Senhor manifestou-se a ele em sonho, dizendo: “José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, pois o que nela foi gerado vem do Espírito Santo…” (Mt 1,18-20).
“Depois daqueles meses acompanhando e prestando ajuda a Isabel, Maria voltou a Nazaré. Foi então que José pôde dar-se conta da gravidez de sua esposa. O Filho de Deus encarnado amoldava-se aos ritmos da natureza, e crescia no seu seio. Foi para José uma enorme surpresa, uma descoberta que o sumiu numa grande confusão. Aquilo não encaixava de nenhum modo. Isto não quer dizer que José não suspeitasse o caminho da verdade, que não entrevisse entre névoas a sombra do mistério. Ele nunca pensou mal de Maria. O conhecimento que tinha d’Ele, as suas conversas íntimas, a graça refletida no seu rosto, a sua alegria… não permitiam nem um longínquo mau pensamento.
Por seu lado, Maria não se comportava como uma mulher culpável, não se envergonhava como se tivesse feito algo mal. O seu olhar era claro, limpo, sereno, como sempre, ainda que às vezes olhasse para ele, para José, com uma especial compaixão. O seu semblante era inclusive mais radiante que em meses anteriores… Mas o anjo disse-lhe ainda mais: Ela dará à luz um filho, a quem porás (tu, José, pai dele diante da lei) o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos seus pecados. E José tomou Maria com todo o mistério da sua maternidade; tomou-a juntamente com o Filho que chegaria ao mundo por obra do Espírito Santo, demonstrando assim uma disponibilidade, uma grande abertura para os planos de Deus, semelhante à de Maria” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, III).
Em qual cidade Nossa Senhora deu a luz o Menino Jesus?
R= Na cidade de Belém: “Também José subiu da cidade de Nazaré, na Galileia, para a Judeia, na cidade de Davi, chamada Belém, por ser da casa e da família de Davi, para se inscrever com Maria, sua mulher, que estava grávida. Enquanto lá estavam, completaram-se os dias para o parto, e ela deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia um lugar para eles na sala” (Lc 2, 4-7).
“Belém era a terra de Davi (Belém “Beth-Lehem”, significa CASA DO PÃO. Encontra-se a uns cento e cinquenta quilômetros de Nazaré, e a uns sete de Jerusalém). Ali estava a sua parentela. Situada ao sul de Jerusalém, em tempos de Jesus não era mais que uma aldeia avançada no deserto, fortificada com muros e torres. Os filisteus tinham-na convertido em praça forte e o rei Toboão, filho de Salomão, tinha aumentado consideravelmente as suas defesas (Cfr. 2 Cr 10, 6). A sua importância, porém, era puramente estratégica. A modesta população vivia uma vida sossegada, dedicada quase exclusivamente ao pastoreio e ao cultivo das poucas terras de labor que, em forma de terraços escalonados, a rodeavam e que com muito trabalho, sobretudo na época das chuvas, conseguiam defender dos desabamentos constantes. Nestes terraços cresciam romãzeiras, amendoeiras, macieiras, algumas vides e, sobretudo, figueiras e oliveiras.
Contudo, Belém era chamada a frutífera, Éfrata, nome patronímico da região. A sua situação, não longe do caminho de montanha entre Hebron e Jerusalém, constituía um bom albergue de fim de etapa para os viajantes.
Era realmente a mais pequena das cidades de Israel, mas, apesar da sua insignificância, era ilustre na história do povo escolhido. É mencionada pela primeira vez nos Livros Sagrados com motivo da morte de Raquel, mulher de Jacó, que foi sepultada no caminho de Éfrata, que é Belém, como diz o Gênesis 35, 19. Mas a sua glória principal era a de ter sido a pátria de Davi, o glorioso chefe de que haveria de descender o Messias.
Maria sabia que o seu Filho era também Filho de Davi. Este apelativo converteu-se no mais popular dos títulos messiânicos. Os doentes e as multidões repeti-lo-ão com frequência no curso da vida pública de Jesus. E Ele aceita-lo-á; unicamente acrescentará que é também o Filho de Alguém maior que Davi” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, IV).
Nossa Senhora foi bem recebida em Belém?
R= Não.
“Eis que já entram em Belém esses dois excelsos viajantes, José e Maria, que traz no seio o Salvador do mundo. Entram na cidade, dirigem-se para a casa do ministro imperial, afim de pagarem o tributo e serem alistados nos registros dos súditos do César. Mas quem os reconhece? Quem lhes vai ao encontro? Quem lhes oferece agasalho? Eles são pobres, e como pobres são desprezados; são tratados ainda pior do que os outros pobres, e até repelidos.
Chegada a Belém, Maria entendeu que se aproximava a hora de seu parto. Avisou a São José, e este diligenciou achar agasalho em uma casa dos habitantes de Belém, afim de não ter de levar sua esposa à hospedaria, lugar pouco conveniente para uma tenra donzela. Ninguém quis atender-lhe o pedido, e é bem verossímil que da parte de alguém fosse taxado de insensato por trazer consigo a esposa próxima ao parto em tempo noturno e de tanta afluência de povo. — Para não ficar durante a noite no meio da rua, viu-se afinal obrigado a levar a Virgem Maria à hospedaria pública, onde já muitos pobres se tinham alojado para a noite. Mas como? Também dali foram repelidos e foi-lhes respondido que não havia lugar para eles. Havia ali lugar para todos, também para os mais desprezível, mas não para Jesus Cristo” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Em qual lugar então a Virgem Santíssima deu a luz ao Menino Jesus?
R= Em uma gruta, aos arredores de Belém.
“Vendo-se repelidos de toda parte, São José e a Bem-aventurada Virgem saem da cidade afim de achar fora dela ao menos algum abrigo. Os pobres viandantes caminham na escuridão, errando e espreitando; afinal depara-se-lhes ao pé dos muros de Belém uma rocha escavada em forma de gruta, que servia de estábulo para os animais. Disse então Maria: José, meu Esposo, não precisamos ir mais longe; entremos nesta gruta e fiquemos aqui” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Nossa Senhora encontrou uma gruta limpa, aquecida e aconchegante?
R= Não.
“Mas como ? Respondeu-lhe São José; não vês, minha Esposa, que esta gruta é tão fria e úmida, que a água escorre em toda parte? Não vês que não é uma morada para homens, senão uma estribaria para animais? É verdade, tornou Maria, que este estábulo é o palácio real onde quer nascer o Filho eterno de Deus” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Como Maria Santíssima deu a luz ao Menino Jesus?
R= “Quando Maria Santíssima entrou na gruta, pôs-se logo em oração. De súbito vê uma refulgente luz, sente no coração um gozo celestial, abaixa os olhos, e, ó Deus! Que vê? Vê já diante de si o Menino Jesus, tão belo e tão amável, que enleva os corações. Mas treme e chora; segundo a revelação feita a Santa Brígida, estende as mãozinhas para dar a entender que deseja que Maria o tome nos braços” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Maria Santíssima é Mãe de Deus?
R= Sim.
“1. Para poder entender esta sublime verdade é necessário fixar claramente alguns pontos certos, aceitos por todos.
A- Quando dizemos: “Maria é Mãe de Deus”, devemos entender que Maria é mãe do FILHO DE DEUS, Jesus Cristo, o qual é Deus como o Pai e como o Espírito Santo.
B- Quando dizemos: “Maria é Mãe de Deus”, não devemos entender que Maria tenha GERADO em seu seio A DIVINDADE de Jesus Cristo.
C- Quando dizemos: “Maria é Mãe de Deus”, não devemos entender que Maria tenha dado INÍCIO à vida do Filho de Deus.
D- Quando dizemos: “Maria é Mãe de Deus”, não devemos entender que o Filho de Deus tenha começado a existir no seio de Maria.
Nada disso.
E- Vamos pela ordem. O Filho de Deus é PESSOA DIVINA, própria e individua.
O Filho de Deus é igual ao Pai e ao Espírito Santo na natureza divina.
Antes de se ENCARNAR no seio de Maria, o Filho de Deus era PURÍSSIMO ESPÍRITO.
Antes de se ENCARNAR, NÃO EXISTIA JESUS CRISTO, como HOMEM-DEUS, mas só existia o Filho de Deus, puríssimo espírito.
JESUS CRISTO, HOMEM E DEUS, UNIDOS NA MESMA PESSOA DIVINA, começou a existir no seio de Maria, pela AÇÃO do Espírito Santo.
No seio de Maria, a PESSOA DO FILHO DE DEUS ASSUMIU A CARNE HUMANA e se tornou JESUS CRISTO, totalmente DEUS e totalmente HOMEM.
Mas a PESSOA DE JESUS CRISTO ficou exclusivamente PESSOA DIVINA.
De modo tal que, todas as ações de Jesus Cristo, todos os milagres, todas as ofensas, todas as dores e sofrimentos, etc., eram atribuídas exclusivamente à ÚNICA PESSOA DE JESUS CRISTO, QUE ERA PESSOA DIVINA.
Maria, gerando e dando à luz Jesus Cristo, gerou e deu à luz o Filho de Deus feito CARNE, unido substancialmente à natureza humana.
Noutras palavras, Maria deu à luz não uma natureza humana, mas a PESSOA do FILHO de Deus, unida substancialmente à natureza humana de Cristo.
Por isso, Maria é mãe do Filho de Deus, feito homem.
Pelo motivo que Jesus Cristo é DEUS, é lógico que Maria é MÃE DE DEUS.
PROVA NA SAGRADA ESCRITURA
A- Já no Antigo Testamento, o profeta Isaías assim declarava: “Eis que a Virgem concebe e dá à luz um Filho e lhe será dado o nome de Emanuel” (Is 7, 14). Emanuel significa DEUS CONOSCO. Esta profecia se refere diretamente a Cristo, Filho de Deus.
B- O anjo disse a Maria: “Por isso, o Menino que nascer de ti será chamado FILHO DE DEUS” (Lc 1, 35).
C- O apóstolo Paulo também declara: “Deus mandou seu Filho ao mundo, nascido de MULHER” (Gl 4, 4).
D- Isabel, REPLETA DO ESPÍRITO SANTO, ao ver Maria em sua casa, assim a saúda: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito é o fruto do teu ventre. DONDE ME VEM QUE A MÃE DO MEU SENHOR ME VISITE? (Lc 1, 41-42).
E- “Celebravam-se núpcias em Caná da Galileia e estava lá a Mãe de Jesus” (Jo 2, 1-12)” (Frei Battistini, Maria nosso sim a Deus, Capítulo 8).
Em qual cidade Nossa Senhora levou o Menino Jesus a fim de apresentá-lo ao Senhor?
R= Em Jerusalém: “Quando se completaram os dias para a purificação deles, segundo a Lei de Moisés, levaram-no a Jerusalém a fim de apresentá-lo ao Senhor” (Lc 2, 22).
“Depois da circuncisão havia que cumprir duas cerimônias, segundo o disposto: a mãe devia purificar-se da impureza legal contraída; e o filho primogênito devia ser apresentado, entregue, ao Senhor e depois resgatado.
Empreenderam o caminho para Jerusalém. Desde Belém, a viagem de ida e vinda fazia-se com comodidade numa jornada.
A Virgem, acompanhada por São José e levando Jesus nos seus braços, apresentou-se no Templo confundida entre o resto das mulheres, como uma mais. Cumpre-se a antiga profecia: Virá o Desejado de todas as gentes e encherá de glória este templo (Ag 2, 7).
A Lei de Moisés prescrevia em primeiro lugar a purificação da mãe de uma impureza que a impedia de tocar qualquer objeto sagrado ou de entrar num lugar de culto.
Em virtude desta lei, quarenta ou oitenta dias depois do parto, segundo se tratasse de um filho ou de uma filha, estavam obrigadas as mães a apresentar-se no Templo de Jerusalém (Lv 12, 1-8). Podia atrasar-se a viagem se existiam razões de certo peso; por exemplo, se a mulher que acabava de ser mãe devia ir dentro dum breve prazo à cidade santa para celebrar alguma das grandes festas religiosas, ou se habitava muito longe de Jerusalém. Neste caso, outra pessoa podia em seu nome oferecer os sacrifícios prescritos. Não obstante, as mães israelitas procuravam com empenho cumprir pessoalmente a lei. Aproveitaram além disso esta ocasião para levar consigo o seu primogênito, cujo resgate associavam à cerimônia da sua purificação. A Virgem fez aquela curta viagem de Belém a Jerusalém com gozo, e apresentou-se no Templo com o seu Filho de poucos dias nos braços.
Este preceito, na realidade, não obrigava Maria. Assim pensavam os primeiros escritores (Ver especialmente Santo Hilário, Hom. 18, sobre los Evangelios), pois Ela era puríssima e concebeu e deu à luz o seu Filho miraculosamente. Por outro lado, a Virgem não buscou nunca ao longo da sua vida razões que a eximissem das normas comuns do seu tempo. Como em tantas ocasiões, a Mãe de Deus comportou-se como qualquer judia da sua época. Quis ser exemplo de obediência e de humildade (Cfr. Suma Teológica, 1-2, q. 1, a. 2): uma humildade que a levava a não querer distinguir-se das outras mães pelas graças com que Deus a tinha adornado. Como uma jovem mãe se apresentou naquele dia, acompanhada de José, no Templo. A purificação das mães tinha lugar pela manhã, a seguir ao rito da incensação e da oferenda chamada do sacrifício perpétuo. Situavam-se no átrio das mulheres, no estrado mais elevado da escalinata que conduzia desde este átrio ao de Israel. O sacerdote aspergia-as com água lustral e recitava sobre elas umas orações. Mas a parte principal do rito consistia na oblação de dois sacrifícios. O primeiro era o expiatório pelos pecados: uma rola ou um pombo constituíam a sua matéria. O segundo era um holocausto, que para os que podiam consistia num cordeiro de um ano e, para os pobres, numa rola ou num pombo. Maria ofereceu o sacrifício das famílias modestas” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, IV).
Por que Nossa Senhora teve que fugir para o Egito?
R= Porque o rei Herodes queria matar o Menino Jesus: “O Anjo do Senhor manifestou-se em sonho a José e lhe disse: ‘Levanta-te, toma o menino e sua mãe e foge para o Egito. Fica lá até que eu avise, porque Herodes vai procurar o menino para o matar” (Mt 2, 13).
“Bem pode cada qual adivinhar o que padeceu Maria nessa viagem. Da Judeia ao Egito era muito longe a jornada. Com Sebastião Barradas, fala-se, geralmente, em mais de cem horas de caminho. Por isso a viagem durou pelo menos trinta dias. Além disso, como descreve Boaventura Barrádio, era o caminho desconhecido e péssimo, cortado de carrascais e pouco frequentado. Estava-se no inverno e a Sagrada Família teve de viajar debaixo de aguaceiros, neves e ventos, por estradas alagadas e lamacentas. Quinze anos tinha então Maria; era uma donzela delicada, nada afeita a semelhantes viagens. Finalmente não tinham os fugitivos quem lhes servisse. José e Maria, na frase de São Pedro Crisólogo, não tinham nem criados nem criadas; eram senhores e criados ao mesmo tempo. Meu Deus! Como excita a compaixão ver essa tenra virgenzinha, com esse Menino recém-nascido ao colo, fugindo por este mundo! Boaventura Baduário pergunta: Aonde iam comer e dormir? Em que hospedagem ficariam? Qual podia ser o alimento deles, senão um pedaço de pão duro trazido por São José ou recebido como esmola? Onde hão de ter dormido durante a viagem, especialmente durante as 50 horas da travessia do deserto, sem casas e hospedaria? Onde, senão a areia ou debaixo de alguma árvore do bosque, ao relento, expostos aos ladrões e às feras, tão abundantes no Egito? Oh! Quem encontrasse então esses três grandes personagens, tê-los-ia certamente tomado por ciganos e mendigos” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
Maria Santíssima teve uma vida confortável no Egito?
R= Não.
“No Egito Maria habitou em um lugar chamado Matarieh, conforme afirmam Burcardo de Saxônia e Jansênio Gandense, embora Strabo diga que moravam na cidade de Heliópolis. Aí sofreram extrema pobreza, durante sete anos que permaneceram escondidos, segundo Santo Antonino e Santo Tomás e outros autores. Eram estrangeiros, desconhecidos, sem rendimentos, sem dinheiro e sem parentes. A muito custo conseguiam sustentar-se com o fruto de suas fadigas. Por serem pobres, escreve São Basílio, era-lhes bem penoso conseguir o indispensável para passar a vida” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
É preciso conhecer Nossa Senhora
A viagem que Nossa Senhora fez de volta para a terra de Israel foi tranquila?
R= Não.
“Depois da morte de Herodes e depois de um exílio de sete anos, que na opinião de Santa Madalena de Pazzi Jesus passou no Egito, aparece novamente o Anjo a São José e manda-lhe que tome o santo Menino e a Mãe, e volte para a Palestina. Com grande satisfação pela notícia recebida, São José vai comunicá-la a Maria. Antes de partirem os santos Esposos, vão levar as despedidas aos amigos que tinham granjeado naquela terra. Depois José ajunta de novo a pouca ferramenta do seu ofício, Maria fez uma trouxa da roupa que possui, e tomando o divino Menino pela mão, empreendem, com Jesus no meio, a viagem de volta.
Reflete São Boaventura que esta viagem foi mais penosa para Jesus do que a fuga; porquanto já estava mais crescido, pelo que Maria e José não podiam carregá-lo longo tempo nos braços; por outro lado o santo Menino pela sua idade não podia ainda fazer tão grande viagem a pé; de sorte que Jesus se via obrigado muitas vezes a parar e a descansar por falta de forças” (Santo Afonso Maria de Ligório, Meditações).
Em que cidade Nossa Senhora foi morar assim que chegou do Egito?
R= Em Nazaré: “Tendo recebido um aviso em sonho, partiu para a região da Galileia e foi morar numa cidade chamada Nazaré…” (Mt 2, 22-23).
“Herodes morreu no seu palácio de inverno de Jericó, na Primavera do ano 750 da fundação de Roma. Segundo conta Flávio Josefo, que escreve em fins do século I, uma cláusula do testamento real dispunha que à sua morte se convocasse no estádio de Jerusalém os principais do país para lhes comunicar oficialmente o acontecimento. Mas nesse momento deviam irromper os soldados e matar os convidados; assim, a morte do tirano não seria objeto de alegria, mas dia obrigatório de luto para todo o país. A cláusula não foi respeitada. O corpo do rei foi levado para Belém e sepultado solenemente próximo da fortaleza-palácio chamada Horodium (Flávio Josefo, Antiguidades Judias, XVIII, VI, 5). Muitos autores pensam que a morte de Herodes deve ter acontecido não muito depois da vinda dos Magos.
O reino ficava entre três dos seus filhos: Arquelau, que levou a melhor parte com a Judeia e Samaria; Herodes Antipas, a quem tocaram a Galileia e a Peréia; e Filipe, que ficou com outras regiões de menor importância. Salomé, irmã de Herodes, recebeu em posse os enclaves de Yamnia e Azoto na costa mediterrânea, assim como Fasael no vale do Jordão.
Também sabemos por Flávio Josefo que Arquelau, depois da morte de seu pai e de ter sufocado em sangue uma sedição de judeus, partiu para Roma pouco depois da Páscoa para que o imperador confirmasse o testamento de Herodes. Voltou pelo Outono do ano 750 com o título de enarca, “chefe do povo”, da Judeia, Samaria e Uduméia.
Então, reinando já Arquelau, José recebeu um novo aviso do anjo: Levanta-te, toma o menino e sua mãe e volta para a terra de Israel; pois já morreram os que atentavam contra a vida do menino (Mt 2, 20).
José levantou uma vez mais o seu lar e teve a intenção de se dirigir à Judeia, a Belém, donde partiram para o Egito. Mas pelo caminho deve ter tido conhecimento do caráter do novo governante da Judeia. De fato, Arquelau era um homem despótico como seu pai, e foi mal recebido pelo povo. A situação chegou a ser tão conflitiva que se tornou precisa a intervenção das tropas romanas, para o qual o governador da Síria, Quintílio Varo, se pôs à frente de três legiões e penetrou na Judeia, conseguindo por fim, depois de não poucos esforços, devolver a paz ao país. Por sua vez, uma legação de notáveis judeus enviada a Roma conseguiu que o imperador depusesse o novo monarca. Este dirigia-se então à capital do Império para receber oficialmente a confirmação do seu título real. É possível que uma das parábolas evangélicas esteja precisamente inspirada nesse fato (Lc 19, 12-14).
Ali, na Galileia, governava Herodes Antipas, com muitos erros, mas era menos sanguinário que seu pai. É de notar que Nazaré distava somente cinco quilômetros de Séforis, onde tinha a sua corte o rei Antipas, até que se transferiu para Tiberíades no ano 18. Foram, pois, vizinhos durante um bom número de anos.
E para Nazaré se dirigiu José, com um ânimo que rondava entre a inquietação pela segurança de Jesus e a alegria de se achar de novo em terra conhecida. Ali encontrou antigos amigos e parentes. Sem dúvida lhe faziam perguntas de não fácil resposta: donde vinha, que tinha acontecido em todo esse tempo… Reatou amizades e depressa se adaptou a uma nova terra, a sua, e viveu com Jesus e Maria uns anos de felicidade e de paz até à morte” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, V).
Como foi a vida da Santíssima Virgem em Nazaré?
“José começaria por acondicionar de novo a casa que… estaria em más condições. Mas esse era o seu trabalho. Ajudá-lo-iam os vizinhos e parentes, que se alegrava, com seu regresso à povoação. Instalaria a sua pequena oficina e chegar-lhe-iam depressa os primeiros encargos…
Na casa, limpa e alegre, refletir-se-ia a alma de Maria; os modestos adornos, a ordem, a limpeza, faziam com que Jesus e José, depois de uma jornada de trabalho, encontrassem o descanso junto de Nossa Senhora. Ali preparou Ela a comida muitas vezes, remendou a roupa e procurou que aquele lar estivesse sempre acolhedor. E estaria pendente desses momentos do meio dia, quando se costuma fazer uma paragem no trabalho, ou ao entardecer, ao dar por concluída a tarefa. Naquela casa foi crescendo o Filho de Deus… A Virgem deixou uma profunda marca no seu Filho: na sua forma de ser humana, em ditos e maneiras de dizer, nas próprias orações que os judeus ensinavam aos seus filhos. Jesus aprendeu dela a sua língua materna, o aramaico, e recebeu a educação mais santa que podia receber um menino israelita… De sua Mãe lhe veio o encanto, a graça, a doçura esmagadora e compassiva. Também aprenderia Jesus dos vizinhos, daquelas conversas que José mantinha com os clientes que iam encarregar-lhe alguma coisa, e que logo derivava para a boa ou a má colheita daquele ano, para as chuvas, para a próxima peregrinação a Jerusalém…” (Pe. Francisco Fernández-Carvajal, Vida de Jesus, VI).
Nossa Senhora sofreu quando o Menino Jesus ficara entre os doutores no Templo?
R= Sim: “… e sua mãe lhe disse: ‘Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos” (Lc 2, 48).
“Estava acostumada à contínua alegria da dulcíssima presença de seu Jesus, e eis que agora o perde em Jerusalém e dele se vê longe, durante três dias. Conforme São Lucas, costumava a bem-aventurada Virgem ir com José, seu esposo, e com Jesus visitar todos os anos o templo, por ocasião da festa da Páscoa. Foi então que Jesus, já na idade de doze anos, ficou-se em Jerusalém sem que Maria o percebesse. Julgava-o na companhia de outras pessoas, mas, não o encontrando à tarde do primeiro dia de jornada, depois de haver perguntado por ele, voltou imediatamente à cidade para procurá-lo. Finalmente, depois de três dias de ansiedade, o encontrou no templo. Meditemos qual deve ter sido a aflição dessa atribulada Mãe durante esses três dias. Em toda parte perguntava por ele, com as palavras dos Cânticos: Vós porventura não vistes aquele a quem ama a minha alma? (3, 3). Mas perguntava em vão. Rubem lastimava-se por causa de seu irmão José: O menino não está mais aqui e para onde irei agora? (Gn 37, 30). Exausta de fadiga, sem encontrar seu amado Filho, com quanto maior ternura Maria tinha de se lastimar: Meu Jesus não aparece, e eu não sei mais o que fazer para o encontrar; aonde irei sem o meu tesouro?
Das lágrimas que derramou durante esses três dias, podia então dizer o mesmo que Davi dizia das suas: Minhas lágrimas foram para mim o pão, dia e noite; enquanto se me diz todos os dias: Onde está o teu Deus? (Sl 41, 4).
Mui judiciosamente Pelbarto faz observar que a aflita Mãe não dormiu naquelas noites, passando-as em pranto e rogos para que Deus a fizesse achar o Filho. Frequentemente dirigia-se ao Filho, diz Vulgato Bernardo, e gemia com as palavras dos Cânticos: Dize-me onde descansas pelo meio-dia, para que eu não ande como uma desnorteada (1, 6). Meu Filho, dize-me onde estás, a fim de que eu cesse de errar à tua procura, em vão” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
Como se deu o encontro de Nossa Senhora com Jesus Cristo no caminho do Calvário?
“Partiu Maria com São João. Da passagem do Filho lhe faltavam os rastos de sangue pelo caminho, conforme ela mesma o disse a Santa Brígida. Boaventura Baduário fala de um atalho que a Mãe aflita tomou para ficar depois esperando numa esquina pelo Filho atribulado. Aí estava à espera dele, quando foi reconhecida pelos judeus e deles teve de ouvir injúrias contra seu amantíssimo Jesus. Talvez tivesse de escutar até motejos contra si mesma. E ai! Que martírio lhe não causou a vista dos cravos, dos martelos, das cordas, funestos instrumentos da morte do Filho! Em lúgubre desfile, passavam eles diante da Mãe de Jesus. De repente, fere seus ouvidos um estridente som de trombeta; vão ler a sentença de morte lavrada contra Jesus. Meu Deus! Que espada de dor transpassou então a alma dessa Mãe dolorosa! Mas já desfilaram o arauto, e os instrumentos do martírio, os oficiais da justiça. Maria ergue os olhos e vê… ó Deus, um homem, na flor dos anos, todo coberto de sangue e de chagas, da cabeça aos pés, coroado de espinhos, carregando às costas um pesado madeiro… Fitaram-se finalmente. Como se lê em Santa Brígida, o filho afastou dos olhos o sangue coalhado que lhe impedia a vista, então Mãe e Filho fitaram-se! Ó céus, que olhares cheios de dor! Transpassaram, como setas, esses dois corações que tanto se amavam e queriam… Queria a Mãe abraçar o Filho, mas os algozes injuriosamente a repeliam, e empurraram para diante o acabrunhado Salvador” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
A Virgem Maria acompanhou Jesus Cristo até ao Calvário?
R= Sim.
“Ah! Virgem Santíssima, aonde ides? Ao Calvário? Tereis ânimo de ver pregado à cruz Aquele que é a vossa vida? Moisés falou como um profeta: E a tua vida estará como suspensa diante de ti (Dt 28, 66).
Faz São Lourenço Justiniano dizer a Jesus: Ó minha Mãe, não venhas comigo; aonde vais? Aonde pretendes ir? Se me acompanhares, serás atormentada pelo meu, e eu pelo teu suplício! Entretanto, a amorosa Mãe não quer abandonar a seu Jesus, embora vê-lo morrer lhe deve causar acerbíssima dor. Adiante vai o Filho, e atrás segue a Mãe para ser crucificada com ele, diz Guilherme, abade.
Escreve São João Crisóstomo: Até das feras nós nos compadecemos. Víssemos uma leoa acompanhando seus leõezinhos à morte, e mesmo dessa fera teríamos compaixão. E não nos apiedaremos de Maria, que vai seguindo o Cordeiro Imaculado, levado ao suplício? Participemos, pois, de sua dor; com ela acompanharemos seu Divino Filho, levando pacientemente as cruzes que nos manda o Senhor” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
Nossa Senhora assistiu a morte de Jesus Cristo no Calvário?
R= Sim: “Perto da cruz de Jesus, permaneciam de pé sua mãe, a irmã de sua mãe, Maria, mulher de Clopas, e Maria Madalena” (Jo 19, 25).
“Aqui temos a contemplar uma nova espécie de martírio. Trata-se de uma mãe condenada a ver morrer diante de seus olhos, no meios de bárbaros tormentos, um Filho inocente e diletíssimo. É desnecessário dizer outra coisa do martírio de Maria, quer com isso declarar São João; contemplai-a junto da cruz, ao lado de seu Filho moribundo e vede se há dor semelhante à sua dor.
Quando nosso extenuado Redentor chegou ao alto do Calvário, despojaram-no os algozes de suas vestes, transpassaram-lhes as mãos e os pés com cravos, não agudos, mas obtusos (segundo a observação de um autor), para maior aumento de suas dores, e pregaram-no à cruz. Tendo-o crucificado, elevaram e fixaram a cruz e o abandonaram à morte. Abandonaram-no os algozes, mas não o abandonou Maria. Antes ficou mais perto da cruz para lhe assistir à morte, como ela mesma revelou a Santa Brígida. Mas de que servia, ó Senhora minha, irdes presenciar no Calvário a morte de vosso Filho? Pergunta São Boaventura. Não vos deveria reter o vexame, já que o opróbrio dele era também o vosso, que lhe éreis a Mãe? Pelo menos não deveria reter-vos então o horror ao delito de criaturas que crucificavam o seu próprio Deus? Mas, ah! O vosso coração não cuidava então da própria, e sim da dor e da morte do Filho querido. Por isso quisestes assisti-lo e acompanhá-lo com vossa compaixão. Ó Mãe verdadeira, diz o Vulgato Boaventura, Ó mãe amante, que nem o horror da morte pode separar do Filho amado!
Mas, ó meu Deus, que doloroso espetáculo! Na cruz, agonizando, está o Filho e junto à cruz a Mãe agoniza também, toda compadecida das penas desse Filho. O lastimoso estado em que viu seu Jesus moribundo na cruz, revelou-o Maria a Santa Brígida, dizendo: “Estava meu Jesus pregado ao madeiro, saturado de tormentos e agonizante. Seus olhos encovados estavam quase cerrados e extintos, afilado o nariz, triste o semblante. Pendia-lhe a cabeça sobre o peito; seus cabelos estavam negros de sangue, o ventre unido aos rins, os braços e as pernas inteiriçados, e todo o resto do corpo coalhado de chagas e sangue” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
A Virgem Maria recebeu Jesus Cristo morto em seus braços?
R= Sim.
“A atribulada Senhora receava, entretanto, que fizessem outras injúrias a seu amado Filho. Pediu a José de Arimatéia lhe obtivesse, por isso, de Pilatos o corpo de Jesus, para que ao menos depois de morto o pudesse preservar dos ultrajes dos judeus. Foi José ter com Pilatos, expôs-lhe a dor e o desejo da aflita Mãe. Segundo o Pseudo-Anselmo, Pilatos, compadecendo-se da Mãe, lhe concedeu o corpo do Redentor. Eis que descem o Salvador da cruz em que morrera!
Conforme as revelações de Santa Brígida, encostaram três escadas para descerem o corpo de Jesus. Primeiro desprenderam os santos discípulos as mãos, depois os pés e entregaram os cravos a Maria, como refere Metafrastres. Segurando o corpo de Jesus, um por cima e outro por baixo, o desceram da cruz.
Ergue-se a Mãe, relata Bernardino de Busti, estende os braços para o Filho, abraça-o e senta-se aos pés da cruz. Comtempla-lhe a boca aberta e os olhos obscurecidos; examina seu corpo rasgado pelas chagas e os ossos descobertos. Tira-lhe a coroa, e vê que horríveis chagas os espinhos fizeram naquela sagrada cabeça. Olha finalmente as mãos e os pés transpassados pelos cravos” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
A Virgem Maria acompanhou Jesus Cristo à sepultura?
R= Sim.
“Deste modo expandia a Mãe a sua dor, abraçada ao Filho sem vida. Mas os santos discípulos receavam que expirasse de dor a pobre Mãe, e por isso se apressam em tirar-lhe do regaço o Filho sem vida. Fazendo-lhe, pois, respeitosa violência, tiram-lhe dos braços, o embalsamam com aromas, envolvem-no numa mortalha, preparada de propósito para ele. Nela quis o Senhor deixar impressa sua imagem…
Levam o Sagrado Corpo à sepultura. Forma-se o cortejo fúnebre e os discípulos acompanham-no, juntamente com as santas mulheres. Entre as últimas, caminha a Mãe dolorosa, levando também ela o Filho à sepultura. Ter-se-ia a Senhora de boa mente sepultado viva com o Filho, como reza uma sua revelação a Santa Brígida. Mas, esta não sendo a divina vontade, acompanhou resignada o sacrossanto corpo de Jesus ao sepulcro, no qual, como refere Barônio, depositaram também os cravos e a coroa de espinhos…
Tais foram as despedidas de Maria junto ao sepulcro do Filho, de onde depois voltou a casa. Triste e aflita ia a pobre Mãe, diz Pseudo-Bernardo, despertando lágrimas em quantos a viam passar. Acrescenta também que os santos discípulos e as santas mulheres choravam mais por causa de Maria do que sobre a perda do Mestre” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado II, II).
No Calvário, a qual apóstolo Jesus Cristo confiou Nossa Senhora?
R= A São João Evangelista: “Jesus, então, vendo sua mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse à sua mãe: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Depois disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’ E a partir dessa hora, o discípulo a recebeu em sua casa” (Jo 19, 26- 27).
“Ora, se Maria tivesse filhos, ou se seu esposo ainda estivesse vivo, por que o Senhor a confiaria a João, ou João a ela? Mas, e também por que não a confiou a Pedro, a André, a Mateus, a Bartolomeu? Fê-lo a João, por causa de sua virgindade. A ele foi que disse: “Eis aí tua mãe”… Ora, se ela tivesse esposo, casa e filhos, iria para o que era seu, não para o alheio” (Santo Epifânio, Os últimos tempos da Virgem Maria, P. G. 42, 714ss).
É preciso conhecer Nossa Senhora
Maria Santíssima morreu?
R= “A morte de Maria não foi castigo do pecado (cf. Dz 1073), porque ela carecia de pecado original e de todo pecado pessoal. Porém era conveniente que o corpo de Maria, mortal por natureza, se submetesse à lei universal da morte, conformando-se assim totalmente a seu Filho divino” (Ludwig Ott, Manual de Teologia Dogmática, Livro Terceiro, Parte Terceira, Capítulo Segundo, 6).
“Se alguém julgar que estamos laborando em erro, pode consultar a Sagrada Escritura, onde não achará a morte de Maria, nem se foi morta ou não, se foi sepultada ou não. E quando João partiu para a Ásia, em parte alguma está dito que tenha levado consigo a Santa Virgem: sobre isso a Escritura silencia totalmente, o que penso ocorrer por causa da grandeza transcendente do prodígio, a fim de não induzir maior assombro às mentes” (Santo Epifânio, Os últimos tempos da Virgem Maria, P. G. 42, 714ss).
A Santíssima Virgem foi assunta de corpo e alma à glória celestial?
R= Sim: “Pronunciamos, declaramos e definimos ser dogma divinamente revelado que a Imaculada Mãe de Deus e sempre Virgem Maria, terminado o decurso da vida terrestre, foi assunta de corpo e alma à glória celestial” (Pio XII, Bula “Munificentissimus Deus”: AAS 42 (1º de novembro de 1950) 770).
“… para honrar o triunfo de Maria, veio do paraíso o próprio Jesus Cristo; desceu para encontrá-la e acompanhá-la. E Eádmero diz: O Salvador quis subir ao céu antes de Maria, não só para preparar-lhe o trono, mas também para tornar-lhe mais gloriosa a entrada no céu, pela sua presença e pelo luminoso séquito dos espíritos bem-aventurados. Nicolau monge, vê mais fulgores na Assunção de Maria, que na Ascensão de Jesus Cristo. Porque, ao Redentor, somente vieram encontrá-lo os anjos, enquanto que a Santíssima Virgem subiu à glória, saindo-lhe ao encontro, e acompanhando-a o mesmo Senhor da glória e toda a bem-aventurada companhia dos santos e anjos…
Consideremos como, descendo o Salvador do céu para encontrar a Mãe, lhe disse, consolando-a: Levanta-te, apressa-te, amiga minha; pomba minha, formosa minha, e vem. Porque já passou o inverno, já se foram e cessaram de todo as chuvas (Ct 2, 10). Vamos, minha cara Mãe, minha bela e pura pomba, deixa este vale de lágrimas, onde tens sofrido tanto por meu amor. “Vem do Líbano, esposa minha, vem do Líbano e serás coroada” (Ct 4, 8). Vem com alma e corpo, gozar o prêmio de tua santa vida. Se tens padecido muito no mundo, maior é a glória que te darei de Rainha do universo.
Eis que Maria já deixa a terra. Vêm-lhe à memória as muitas graças que aí recebera de seu Senhor. Olha-a por isso com afeto e juntamente com compaixão, recordando-se dos pobres que deixa expostos a tantas misérias e a tantos perigos. Jesus lhe estende a mão, e a Santa Mãe já se eleva no ar, já passa as nuvens e as esferas. E chega enfim às portas do céu… Já entra na celeste pátria. Mas, à sua entrada, vêem-na aqueles espíritos celestes tão bela e tão gloriosa, que perguntam aos anjos que chegaram de fora, como contempla Vulgato Orígines: Quem é esta que sobe do deserto inundando delícias e firmando sobre o seu amado? (Ct 8, 5). E quem é esta criatura tão formosa que vem do deserto da terra, lugar de espinhos e abrolhos? Vem tão pura e rica de virtudes, com o seu amado Senhor, que se digna ele mesmo acompanhá-la com tanta honra? Quem é? Respondem os anjos que a acompanham: Esta é a Mãe do nosso Rei; é a bendita entre as mulheres, a cheia de graça, a Santa dos santos, a amada de Deus, a Imaculada, a mais formosa de todas as criaturas…
Vieram depois dar-lhe boas-vindas, e saudá-la como sua Rainha, todos os santos que então estavam no paraíso” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, VIII, Ponto Primeiro).
Nossa Senhora foi coroada no Céu?
R= “… de joelhos, a humilde e santa Virgem adora a majestade divina e abisma-se no conhecimento do seu nada. Agradece a Deus todas as graças que por mera bondade lhe havia concedido, especialmente de a ter feito Mãe do Verbo Eterno. Imagine e compreenda agora, quem o puder, com que amor a Santíssima Trindade a abençoou! Quem nos descreverá o afável e afetuoso acolhimento que fez o Pai Eterno à sua Filha, o Filho à sua Mãe, o Espírito Santo à sua Esposa! O Pai a coroa, participando-lhe o seu poder, o Filho a sabedoria, o Espírito Santo o amor. As Três Pessoas divinas, colocando-lhe o trono à direita de Jesus, a declaram Rainha universal do céu e da terra. Aos Anjos também ordenam, e a todas as criaturas, que a reconheçam por sua Rainha e como tal a sirvam e lhe obedeçam” (Santo Afonso Maria de Ligório, Glórias de Maria, Parte 2, Tratado I, Capítulo II, VIII, Ponto Primeiro).
Assinar:
Comentários (Atom)















